- O governo de Donald Trump tem adotado medidas contra parques eólicos, emitindo ordens de paralisação e comprando direitos de arrendamento de usinas, o que afeta centenas de trabalhadores do setor.
- Projetos offshore como Revolution Wind enfrentaram ordens de parada e injunctions em tribunais, com várias decisões bloqueando as ações do governo.
- O Departamento de Interior já fechou acordos, totalizando mais de R$ 2,6 bilhões (valor apresentado na matéria) para cancelar arrendamentos de projetos eólicas.
- Trabalhadores e dirigentes sindicais afirmam que as ações atrapalham empregos estáveis e bem remunerados, além de dificultar a continuidade de treinamento e certificações já obtidas.
- Em contraste, projetos como Revolution Wind já começaram a fornecer energia para a Nova Inglaterra, com construção concluída em grande parte e mais de mil trabalhadores locais envolvidos.
Donald Trump ampliou a disputa contra parques eólicos nos EUA, enquanto a administração busca reduzir, suspender ou pagar a cancelamento de contratos de arrendamento. A linha central da controvérsia envolve perdas de empregos no setor e o impacto sobre projetos de energia renovável.
Trabalhadores sindicais de energia, incluindo a IBEW local 99 e a Laborers local 385, afirmam que as medidas presidenciais afetam diretamente a continuidade de trabalhos em alto mar e no solo. O foco é a segurança de empregos de longo prazo e a transição entre projetos, com trabalhadores relatando interrupções frequentes de atividades.
Em 2025, o governo iniciou ações para suspender licenças e permissões de parques eólicos offshore, além de ordenar paradas de obras em construção. Depois, chegaram ordens judiciais que flexibilizaram ou suspenderam parte dessas decisões, mantendo a incerteza entre as equipes.
A Revolução Wind, projeto offshore, entregou energia para New England em março, com mais de 1.000 trabalhadores locais envolvidos. A construção já está com mais de 90% de conclusão, segundo a empresa responsável pelo empreendimento.
Em junho, o governo encerrou a tentativa de frear todos os projetos de vento e desistiu de questionar judicialmente a ordem de congelamento de licenças. Em vez disso, o governo tem comprado arrendamentos de projetos de vento, com pagamentos que somam mais de 2,6 bilhões de dólares a empresas para abandonar quatro parques, incluindo sites na Califórnia, New York e Maine.
Reivindicação de líderes sindicais aponta que esses projetos geram empregos bem remunerados e reduzem emissões de carbono. A criação de empregos seria vinculada à continuidade de obras, com planos de transição entre fases de construção.
Um dos casos em destaque envolve o Vineyard Wind 1, na costa de Martha’s Vineyard, que ficou concluído e em operação após as tentativas de interrupção do governo. Trabalhadores relatam que a interrupção de licenças dificultou a realocação para novos projetos.
Em resposta, o Departamento de Interior argumenta que nenhuma demissão ocorreu por causa de licenças não operacionais ou de interrupções temporárias, afirmando que a política busca acelerar investimentos em infraestrutura existente e cadeias de suprimento já ativas. A assessoria destacou que a estratégia prioriza energia confiável e de custo acessível, com impactos imediatos reduzidos.
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