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Lula reduz bloqueio e libera R$ 5,7 bilhões para ministérios

O rombo projetado pelo Ministério da Fazenda era de R$ 60,3 bilhões, em maio; a projeção foi revisada pela equipe econômica no segundo semestre

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participam de cerimônia de sanção de projeto de lei que cria uma linha de crédito para empresas afetadas por novas tarifas impostas pelo governo dos EUA, (Crédito: Reuters/Adriano Machado)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta sexta-feira (24) que vai reduzir de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões o bloqueio nas verbas orçamentárias dos ministérios. A medida representa um descongelamento de R$ 5,7 bilhões.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta sexta-feira (24) que vai reduzir de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões o bloqueio nas verbas orçamentárias dos ministérios. A medida representa um descongelamento de R$ 5,7 bilhões.

A decisão foi apresentada no relatório bimestral de avaliação fiscal dos ministérios da Fazenda e do Planejamento. Segundo o documento, a revisão ocorreu após uma previsão menor de gastos com pessoal, Previdência e benefícios sociais.

Os ministérios também apontaram que não será necessário fazer contingenciamento, mecanismo acionado quando o governo identifica risco de descumprimento da meta fiscal.

De acordo com o relatório, a previsão é que o governo encerre o ano com déficit primário de R$ 52 bilhões. Em maio, a projeção era de um rombo de R$ 60,3 bilhões.

Após o abatimento de exceções previstas pelo governo no cálculo da meta fiscal, o saldo passa a um superávit de R$ 10,8 bilhões. No relatório anterior, a projeção com as exceções indicava saldo positivo de R$ 4,1 bilhões.

A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 34,3 bilhões. A regra prevê margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos. O governo tem mirado o piso dessa margem.

Entre o relatório de maio e o deste mês, a previsão de despesas com pessoal caiu R$ 4,2 bilhões. As projeções de gastos com benefícios previdenciários e com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) recuaram R$ 3,2 bilhões em cada uma das rubricas.

Esse alívio compensou o aumento previsto de R$ 3,4 bilhões nas despesas com saúde e de R$ 1,6 bilhão com abono e seguro-desemprego.

O detalhamento do desbloqueio por ministério será apresentado até o fim do mês por meio de decreto.

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