Uma série de ataques incendiários a ônibus em Porto Velho, capital de Rondônia, resultou na suspensão do transporte público nesta terça-feira, 14 de janeiro de 2024. Entre segunda e terça-feira, ao menos três veículos foram incendiados, levando o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Urbano de Passageiros a determinar o recolhimento de toda a […]
Uma série de ataques incendiários a ônibus em Porto Velho, capital de Rondônia, resultou na suspensão do transporte público nesta terça-feira, 14 de janeiro de 2024. Entre segunda e terça-feira, ao menos três veículos foram incendiados, levando o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Urbano de Passageiros a determinar o recolhimento de toda a frota. O sindicato alegou que a medida foi necessária para garantir a segurança de motoristas, cobradores e usuários, que estão sendo ameaçados por uma organização criminosa.
O prefeito de Porto Velho, Leonardo Moraes, solicitou apoio ao governo estadual, pedindo providências urgentes para aumentar a segurança nas principais vias da cidade. Em um ofício ao governador Marcos Rocha, Moraes destacou que os ataques são uma reação de facções criminosas a uma operação policial que visava desmantelar atividades ilegais em um conjunto habitacional. A operação resultou na recuperação de 70 apartamentos e na apreensão de drogas e armas.
Em resposta à escalada da violência, o Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o envio da Força Nacional para Porto Velho, com um efetivo que atuará por um período inicial de 90 dias. A medida visa preservar a ordem pública e garantir a segurança da população, após a interrupção do transporte coletivo devido aos incêndios. A Força Nacional já estava presente no estado desde setembro de 2024, atuando em ações de combate a queimadas e crimes ambientais.
A Polícia Federal também reforçou sua equipe na cidade, integrando esforços com a Polícia Rodoviária Federal e as polícias Civil e Militar de Rondônia. Em áudios obtidos, integrantes de facções criminosas ameaçam o transporte público, prometendo novos ataques. O prefeito Moraes afirmou que a situação é de “enfrentamento” e que um comitê de gerenciamento de crise foi criado para coordenar as ações de segurança na capital.
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