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Mulher esfaqueada pelo ex-companheiro relata: “Graças a Deus, estamos vivos”

- Karolyne dos Santos Silva, de 29 anos, foi esfaqueada em Ceilândia por João Paulo. - O agressor dopou os filhos, de 5 e 9 anos, com Rivotril para evitar que vissem a violência. - Karolyne recebeu alta hospitalar e afirmou que ela e os filhos estão fora de risco. - João Paulo confessou o crime, alegando ciúmes e supostas traições como motivação. - Justiça manteve a prisão do agressor e prorrogou medidas protetivas para a vítima.

Karolyne dos Santos Silva, de 29 anos, sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em Ceilândia, onde foi esfaqueada pelo ex-companheiro, João Paulo de Oliveira Costa Pereira, de 33 anos, que também dopou os filhos do casal, de 5 e 9 anos. O ataque ocorreu na segunda-feira, 13 de janeiro, enquanto Karolyne estava na academia. Em […]

Karolyne dos Santos Silva, de 29 anos, sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em Ceilândia, onde foi esfaqueada pelo ex-companheiro, João Paulo de Oliveira Costa Pereira, de 33 anos, que também dopou os filhos do casal, de 5 e 9 anos. O ataque ocorreu na segunda-feira, 13 de janeiro, enquanto Karolyne estava na academia. Em um vídeo, ela expressou alívio por estar viva e por seus filhos não correrem mais risco de vida, apesar do trauma que vivenciaram.

João Paulo confessou o crime à polícia, alegando que agiu motivado por ciúmes e supostas traições. Ele admitiu ter administrado Rivotril, um medicamento sedativo, nas crianças para que não presenciassem a agressão. Após dopá-las, ele se escondeu na casa da ex-companheira, atacando-a assim que ela retornou. O juiz do caso decidiu manter a prisão do agressor e prorrogou as medidas protetivas em favor da vítima.

A mulher, que recebeu alta no dia 15 de janeiro, relatou momentos de desespero ao encontrar os filhos em estado crítico e ao ser atacada. Uma vizinha ajudou a estancar o sangramento até a chegada dos serviços de emergência. A Polícia Militar prendeu João Paulo logo após o crime, quando ele foi encontrado com roupas manchadas de sangue e sem sapatos, confessando a autoria do ataque.

O caso gerou comoção na comunidade, com moradores expressando choque diante da brutalidade do crime. A vítima, órfã de pai e mãe, contou que sua irmã veio do Maranhão para apoiá-la na recuperação. Karolyne agradeceu publicamente às forças de segurança e aos vizinhos pelo apoio recebido durante esse momento difícil.

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