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Engenheiro químico mexicano é preso em São Paulo por produção de metanfetamina

- O Denarc prendeu Guillermo Fabian Martinez Ortiz, conhecido como "Fantasma", um dos maiores produtores de metanfetamina em São Paulo. - A prisão ocorreu na Operação Heisenberg, que visa desmantelar redes de tráfico ligadas a grupos estrangeiros. - Ortiz, ex-funcionário de uma petrolífera mexicana, é pioneiro na fabricação da droga no Brasil. - Junto a Ortiz, foram detidos Thiago Barcelos da Silva e outros dois, com metanfetamina e um simulacro de arma. - A metanfetamina, altamente viciante, começou a ser produzida em São Paulo, antes apenas importada.

Policiais do Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc) prenderam, nesta sexta-feira (17), o engenheiro químico mexicano Guillermo Fabian Martinez Ortiz, considerado um dos maiores produtores de metanfetamina em São Paulo. A prisão ocorreu em um hotel na Avenida Angélica, na região da Santa Cecília, após semanas de buscas. A operação, chamada Heisenberg, visa desmantelar […]

Policiais do Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc) prenderam, nesta sexta-feira (17), o engenheiro químico mexicano Guillermo Fabian Martinez Ortiz, considerado um dos maiores produtores de metanfetamina em São Paulo. A prisão ocorreu em um hotel na Avenida Angélica, na região da Santa Cecília, após semanas de buscas. A operação, chamada Heisenberg, visa desmantelar uma rede de tráfico de metanfetamina ligada a grupos estrangeiros, especialmente mexicanos e chineses.

Guillermo, conhecido como “Fantasma”, é um ex-funcionário de uma petrolífera mexicana e um dos pioneiros na produção da droga no Brasil, que antes era apenas importada. Ele já havia sido preso anteriormente por tráfico. Durante a ação, também foi detido o brasileiro Thiago Barcelos da Silva, apelidado de “hacker”, além de outras duas pessoas, uma brasileira e uma chinesa. Com eles, a polícia encontrou metanfetamina e um simulacro de arma de fogo.

As investigações começaram em junho do ano passado, resultando na prisão de mais de 60 pessoas ligadas à fabricação e venda de metanfetamina na capital paulista. Em dezembro, a operação já havia levado à prisão de 20 indivíduos e ao resgate de sete mulheres chinesas supostamente exploradas sexualmente. Os traficantes começaram a produzir a droga em São Paulo, o que reduziu seu custo e facilitou a distribuição.

A metanfetamina, uma substância química altamente viciante, é vendida em São Paulo por garotos e garotas de programa, além de ser consumida em festas de música eletrônica. O preço médio por grama é de R$ 150, e a droga é conhecida por aumentar a libido e o desejo sexual. Atualmente, a metanfetamina é uma substância proibida pela Anvisa.

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