Um universitário de 23 anos, Igor Fernandes Pereira Ayres, foi condenado a 32 anos, nove meses e 22 dias de prisão em regime fechado por estuprar e causar a morte de sua enteada de quatro anos, Isabela Dourado de Oliveira. O crime ocorreu em 5 de fevereiro de 2024, em um apartamento em Taguatinga Sul, […]
Um universitário de 23 anos, Igor Fernandes Pereira Ayres, foi condenado a 32 anos, nove meses e 22 dias de prisão em regime fechado por estuprar e causar a morte de sua enteada de quatro anos, Isabela Dourado de Oliveira. O crime ocorreu em 5 de fevereiro de 2024, em um apartamento em Taguatinga Sul, enquanto a mãe da criança, Maria Luiza Dourado Pinto, estava no trabalho. Isabela sofreu uma parada cardíaca após ser violentada e não sobreviveu.
Igor estava preso preventivamente desde o dia do crime. A família se mudou do Rio Grande do Sul para o Distrito Federal em agosto de 2023 e, em dezembro, se estabeleceu no apartamento onde ocorreu o crime. No dia do incidente, Maria Luiza recebeu uma ligação de Igor informando que a filha havia convulsionado. No entanto, a perícia concluiu que a morte foi resultado de um ato de violência sexual, que causou ferimentos internos fatais.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) considerou a culpabilidade de Igor indiscutível. A juíza destacou que Maria Luiza alterou versões durante os depoimentos, tentando proteger o namorado. Um exemplo foi a confusão sobre a cor da calcinha que Isabela usava, que variou entre verde e rosa em diferentes relatos, o que levantou suspeitas sobre a veracidade de suas declarações.
A defesa da família paterna de Isabela afirmou que a decisão judicial representa não apenas a condenação de um abusador, mas também a importância de um sistema de Justiça que acolha as vítimas e assegure investigações rigorosas. O advogado Albert Halex Matos enfatizou a necessidade de um sistema ágil que trate com seriedade os crimes contra crianças.
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