O ano de 2024 foi classificado como “húmido” pela Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) da Espanha, marcando a primeira vez desde 2018 que essa condição é registrada. Apesar disso, regiões como Almería, Alicante, Murcia e Canárias enfrentam sérios problemas de escassez hídrica. Em Almería, por exemplo, as chuvas foram 75% inferiores ao normal, com apenas […]
O ano de 2024 foi classificado como “húmido” pela Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) da Espanha, marcando a primeira vez desde 2018 que essa condição é registrada. Apesar disso, regiões como Almería, Alicante, Murcia e Canárias enfrentam sérios problemas de escassez hídrica. Em Almería, por exemplo, as chuvas foram 75% inferiores ao normal, com apenas 200 litros por metro quadrado esperados anualmente, o que representa menos da metade do que cai em Málaga.
O prefeito de Cuevas del Almanzora, Antonio Fernández, destacou que a situação é crítica, afirmando que a população está “sobrevivendo”. A província depende fortemente da desalinação, com a única fonte de água sendo a desaladora de Carboneras, localizada a mais de 30 quilômetros. A falta de infraestrutura adequada, como a desaladora Almanzora I, que foi destruída em uma enchente em 2012, agrava a situação. O governo central planeja construir uma nova desaladora, mas a implementação de medidas ainda é incerta.
Na Comunidad Valenciana, a situação é igualmente preocupante, com Alicante registrando 31% a menos de chuvas em 2024. O presidente da Asaja Alicante, José Vicente Andreu, lamenta que a agricultura sofreu perdas significativas, especialmente na cuenca do rio Segura, onde os reservatórios estão apenas 21% cheios. O abastecimento urbano está garantido, mas a agricultura enfrenta restrições severas, com perdas de até 100% em algumas culturas.
Em Murcia, a média de chuvas foi de 215 litros por metro quadrado, 30% abaixo do normal. O meteorologista Juan Andrés García Valero observou que, embora a quantidade total de chuvas não tenha diminuído, a distribuição é irregular, com verões mais úmidos e invernos secos. A situação é crítica, com os reservatórios em 14,6% de sua capacidade. Por fim, em Canárias, as chuvas foram 50% inferiores ao normal, levando à renovação da emergência hídrica em várias ilhas, com restrições de água afetando tanto a agricultura quanto o abastecimento doméstico.
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