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Monique Medeiros é aprovada em Filosofia no Enem enquanto aguarda julgamento por homicídio

- Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, está presa e aguarda julgamento por homicídio. - Recentemente, ela foi aprovada no Enem e deseja cursar Filosofia. - A autorização judicial é necessária para iniciar os estudos, mesmo com a aprovação. - Monique e Jairinho, seu ex-namorado, têm pedidos de prisão domiciliar negados. - Outras 67 detentas também foram aprovadas no Enem, mas dependem da Justiça para matricular-se.

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, foi aprovada no Enem e manifestou interesse em cursar Filosofia. Detida preventivamente sob a acusação de envolvimento na tortura e morte do filho, ela está presa no Instituto Talavera Bruce, em Bangu, e só poderá iniciar os estudos com autorização judicial. Monique e seu ex-namorado, Jairo Souza Santos Júnior, […]

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, foi aprovada no Enem e manifestou interesse em cursar Filosofia. Detida preventivamente sob a acusação de envolvimento na tortura e morte do filho, ela está presa no Instituto Talavera Bruce, em Bangu, e só poderá iniciar os estudos com autorização judicial. Monique e seu ex-namorado, Jairo Souza Santos Júnior, aguardam julgamento pelo crime, que ocorreu em março de 2021. O Supremo Tribunal Federal (STF) negou um pedido de prisão domiciliar, considerando a gravidade do caso.

A defesa de Monique já solicitou a prisão domiciliar novamente, alegando ameaças na cadeia, mas o pedido foi negado. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a detenta tem acesso a banho de sol e atendimento religioso de forma isolada. O Ministério Público a acusa de omissão diante da violência contra Henry, além de se beneficiar financeiramente do relacionamento com Jairinho. Laudos periciais corroboram a materialidade do crime, que será levado a júri popular.

Além de Monique, outras 67 presas foram aprovadas no Enem, podendo cursar Filosofia, Biomedicina e Psicologia, dependendo da autorização da Justiça. O resultado do exame é válido por até dois anos, permitindo que as detentas iniciem os cursos após a saída do sistema carcerário, caso sejam absolvidas ou beneficiadas com regimes mais brandos. Monique é ré por homicídio triplamente qualificado, tortura omissiva e coação de testemunha.

Entre as outras detentas aprovadas, destacam-se casos de crimes graves, como o de Thainá da Silva Pinto, que confessou ter matado uma jovem e seu bebê, e Patrícia André Ribeiro, acusada de torturar e matar sua enteada. Karina Lepre Franco, dentista acusada de planejar o assassinato do marido para obter um seguro, e Renata Andreia Moura Teixeira, que matou o amante, também estão na lista. Todas elas aguardam autorização judicial para iniciar os estudos.

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