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Metrô de São Paulo normaliza operação após três dias de limpeza em estação alagada

- A estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna foi severamente danificada por alagamentos. - A operação da Linha 1-Azul foi restabelecida após 55 horas de paralisação. - Cerca de 200 trabalhadores atuaram na limpeza e reparos da estação inundada. - O temporal de sexta-feira (24) trouxe o terceiro maior volume de chuva desde 1961. - Estruturas danificadas e lama cobriram trilhos, afetando a operação do Metrô.

A estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna, da linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, passou por um intenso processo de limpeza após ser inundada durante um forte temporal na sexta-feira, 24. A enxurrada invadiu plataformas e trilhos, deixando o local coberto de lama e sujeira. Desde a noite de sexta, cerca de 200 pessoas trabalham […]

A estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna, da linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, passou por um intenso processo de limpeza após ser inundada durante um forte temporal na sexta-feira, 24. A enxurrada invadiu plataformas e trilhos, deixando o local coberto de lama e sujeira. Desde a noite de sexta, cerca de 200 pessoas trabalham na recuperação da estação, que ainda não tem previsão de reabertura. A água chegou a formar uma “cachoeira” nas escadas de acesso, e os trilhos ficaram submersos.

No domingo, 26, a linha 1-Azul foi reaberta em toda sua extensão, após 55 horas de paralisação. As estações Tucuruvi, Jardim São Paulo e Parada Inglesa voltaram a operar às 23h05. Durante o final de semana, os trens circularam apenas entre Jabaquara e Santana, enquanto a equipe se dedicava à drenagem e limpeza. O Metrô informou que a estrutura de um muro que não suportou a força da água será reforçada.

Os danos foram significativos, com a sala de supervisão operacional (SSO) inundada e equipamentos danificados. Vídeos mostram a gravidade da situação, com a lama alcançando o terceiro trilho, responsável pela passagem de energia elétrica. A situação foi descrita como “terrível” por trabalhadores que registraram os estragos. A chuva que causou a inundação foi a terceira maior registrada em São Paulo desde 1961, com 125,4 mm acumulados.

A normalização do serviço ocorreu quase três dias após o temporal, que causou caos no transporte público. A zona norte da capital foi uma das mais afetadas, com relatos de alagamentos em diversas áreas. Na manhã de segunda-feira, 27, mais de 9 mil clientes ainda estavam sem energia elétrica, segundo a Enel. A recuperação da estação Jardim São Paulo continua, com esforços concentrados na limpeza e restabelecimento dos sistemas operacionais.

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