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Pantanal registra 17% da área total queimada em 2024, revela estudo da UFRJ

- Em 2024, 17% do Pantanal foi queimado, totalizando 2,6 milhões de hectares. - O Brasil registrou um aumento de 79% nas queimadas, com 30 milhões de hectares afetados. - O fenômeno El Niño e a seca contribuíram para a vulnerabilidade da vegetação. - O Pantanal teve seu pico de queimadas em agosto, com 1,9 milhão de hectares. - Apesar da queda no desmatamento, 2024 é o ano com mais queimadas desde 2019.

Em 2024, 17% da área total do Pantanal foi devastada por incêndios, totalizando 2,6 milhões de hectares afetados. A pesquisa do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da UFRJ revela que essa área queimada é quase três vezes maior que os 0,9 milhões de hectares registrados em 2023. Historicamente, apenas em 2020, com 3,6 […]

Em 2024, 17% da área total do Pantanal foi devastada por incêndios, totalizando 2,6 milhões de hectares afetados. A pesquisa do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da UFRJ revela que essa área queimada é quase três vezes maior que os 0,9 milhões de hectares registrados em 2023. Historicamente, apenas em 2020, com 3,6 milhões de hectares, o Pantanal enfrentou uma crise de incêndios mais severa.

Os dados do Monitor do Fogo do MapBiomas indicam que as queimadas no Brasil aumentaram 79% em 2024, superando 30 milhões de hectares queimados, a maior extensão desde o início da série em 2019. Essa área é maior que o território da Itália e representa um crescimento de 13,6 milhões de hectares em comparação a 2023. 73% da vegetação queimada era nativa, com destaque para as formações florestais, que consumiram 25% do total.

O relatório do MapBiomas aponta que o aumento das queimadas está relacionado à seca que afetou o Brasil, exacerbada pelo fenômeno El Niño. A baixa umidade deixou a vegetação mais suscetível ao fogo. Ane Alencar, diretora de ciência do Ipam, enfatiza que, apesar da redução no desmatamento, 2024 foi o ano com mais queimadas na série histórica iniciada em 2019.

No Pantanal, o mês de agosto foi o mais crítico, com 1,9 milhão de hectares queimados, um aumento de 64% em relação à média dos últimos seis anos. O impacto foi menor apenas que o registrado em 2020, quando 2,3 milhões de hectares foram consumidos pelas chamas.

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