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Marinha localiza naufrágio do Vital de Oliveira, torpedeado na 2ª Guerra Mundial

- A Marinha do Brasil localizou o naufrágio do "Vital de Oliveira" a 55 metros de profundidade. - O navio foi torpedeado em 1944, resultando na morte de cem homens da tripulação. - Um projeto de pesquisa arqueológica será desenvolvido para mapear e preservar o local. - A descoberta foi acidental, iniciada por mergulhadores que ajudaram um pescador. - O naufrágio é considerado um patrimônio protegido, mas enfrenta riscos de deterioração.

A Marinha do Brasil confirmou a localização do naufrágio do Vital de Oliveira, um navio torpedeado por um submarino alemão durante a Segunda Guerra Mundial. A descoberta ocorreu este mês, no litoral do Rio de Janeiro, durante testes com um navio de pesquisa que leva o mesmo nome. Após receber pistas sobre a localização, a […]

A Marinha do Brasil confirmou a localização do naufrágio do Vital de Oliveira, um navio torpedeado por um submarino alemão durante a Segunda Guerra Mundial. A descoberta ocorreu este mês, no litoral do Rio de Janeiro, durante testes com um navio de pesquisa que leva o mesmo nome. Após receber pistas sobre a localização, a Marinha planejou uma missão com a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), que utilizou sonar de varredura lateral para confirmar a presença do naufrágio, a cerca de 55 metros de profundidade.

O naufrágio, que ocorreu em 19 de julho de 1944, resultou na morte de aproximadamente cem homens após um torpedo do U-861 atingir a embarcação. O impacto causou pânico e bloqueou rotas de fuga, levando muitos a afundar nas águas geladas. A Marinha informou que desenvolverá um projeto de pesquisa arqueológica para mapear tridimensionalmente o naufrágio e planeja capturar filmagens em 360º, permitindo ao público acessar informações sobre os eventos da época.

O Vital de Oliveira é considerado um patrimônio arqueológico protegido por lei, e sua localização foi inicialmente descoberta por mergulhadores que capturavam peixes ornamentais. Apesar da confirmação da localização, a Marinha não planeja recuperar os destroços, citando desafios. Atualmente, existem 1.009 naufrágios catalogados, mas a deterioração dos materiais avança rapidamente, e a Marinha trabalha para proteger o patrimônio cultural subaquático.

O professor Raul Coelho Barreto Neto explica que o Vital de Oliveira não foi projetado como um navio de guerra, o que contribuiu para seu rápido naufrágio. Ele destaca que, embora os navios auxiliares desempenhassem um papel estratégico, eram vulneráveis a ataques, especialmente quando navegavam sem escolta. A tragédia do Vital de Oliveira é um capítulo pouco conhecido da história brasileira na Segunda Guerra Mundial, que corre o risco de ser esquecido com a deterioração dos escombros.

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