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Americano se declara culpado por perseguir professora e usar IA para assediar vítimas

- James Florence, de 36 anos, assediou professora por sete anos usando IA. - Ele criou perfis falsos e atraiu homens para a casa da vítima. - A perseguição incluiu mensagens ameaçadoras e roubo de roupas íntimas. - Outras seis mulheres também foram alvos de assédio e imagens geradas por IA. - Caso destaca uso perturbador da IA por predadores para abuso sexual.

James Florence, um americano de 36 anos de Massachusetts, se declarou culpado por perseguir uma professora universitária durante sete anos. Ele assediou a vítima e utilizou chatbots de inteligência artificial (IA) para criar perfis falsos em plataformas de relacionamento, se passando pela professora e atraindo homens para sua casa com promessas de relações sexuais. O […]

James Florence, um americano de 36 anos de Massachusetts, se declarou culpado por perseguir uma professora universitária durante sete anos. Ele assediou a vítima e utilizou chatbots de inteligência artificial (IA) para criar perfis falsos em plataformas de relacionamento, se passando pela professora e atraindo homens para sua casa com promessas de relações sexuais. O caso foi revelado pelo jornal britânico The Guardian, que teve acesso aos documentos judiciais. A identidade da vítima permanece em sigilo.

James, que era amigo da professora, admitiu ter usado informações pessoais dela para instruir os chatbots, mantendo diálogos sexuais com os usuários. Ele obteve dados como endereço, histórico de emprego e até informações sobre a família da vítima para dar credibilidade aos perfis falsos. Além disso, chegou a roubar uma peça íntima da casa da professora, utilizando fotos dela para interagir com estranhos na internet.

A perseguição, que ocorreu de 2017 a 2024, incluiu cerca de 60 mensagens, ligações e e-mails assediando a vítima e seu marido entre janeiro de 2023 e agosto de 2024. A professora recebeu até uma mensagem de voz falsa informando sobre a morte de seu pai. O casal, temendo pela segurança, instalou câmeras de vigilância e adotou medidas de proteção, como carregar spray de pimenta.

Além da professora, James também atacou outras seis mulheres, incluindo uma adolescente de 17 anos, criando perfis falsos e gerando imagens explícitas com IA. Ele se declarou culpado de sete acusações de cyberstalking e uma de posse de pornografia infantil. Segundo Stefan Turkheimer, vice-presidente da ONG Rainn, o caso ilustra um uso “incrivelmente perturbador” da IA por predadores, aumentando a eficiência do abuso e a disseminação dos danos.

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