O mês de janeiro de 2025 foi o mais quente já registrado no mundo, conforme dados do observatório Copernicus, da União Europeia. A temperatura média global ficou 1,75ºC acima dos níveis do período pré-industrial, superando o recorde anterior e ultrapassando a meta do Acordo de Paris, que visa limitar o aquecimento a 1,5ºC. Essa elevação […]
O mês de janeiro de 2025 foi o mais quente já registrado no mundo, conforme dados do observatório Copernicus, da União Europeia. A temperatura média global ficou 1,75ºC acima dos níveis do período pré-industrial, superando o recorde anterior e ultrapassando a meta do Acordo de Paris, que visa limitar o aquecimento a 1,5ºC. Essa elevação ocorre mesmo com a presença do fenômeno La Niña, que normalmente provoca um efeito de resfriamento. Julien Nicolas, da agência France Presse, destacou que a ausência do esperado efeito de resfriamento é surpreendente.
Em um contexto geopolítico tenso, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ordenou ao Exército a elaboração de um plano para a saída “voluntária” da população da Faixa de Gaza. Essa decisão surge após declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu que os palestinos deveriam se deslocar para outros países. As falas de Trump geraram condenação internacional, incluindo do secretário-geral da ONU, António Guterres, que enfatizou a necessidade de evitar qualquer forma de limpeza étnica e reiterou o apoio à criação de um Estado palestino.
Trump também manifestou a intenção de retomar as negociações com o Irã sobre seu programa nuclear, preferindo um acordo verificável a uma solução militar. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que as preocupações dos EUA sobre armas nucleares poderiam ser resolvidas, destacando a oposição do Irã a armas de destruição em massa. Essas declarações ocorreram após Trump ter reafirmado, ao lado de Benjamin Netanyahu, que o Irã não pode possuir armas nucleares.
Por fim, o governo da Argentina anunciou sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), seguindo a decisão dos EUA. O porta-voz da presidência argentina, Manuel Adorni, afirmou que o país não permitirá interferências em sua soberania. O presidente Javier Milei criticou a OMS por suas decisões durante a pandemia de covid-19, embora estudos mostrem que as medidas de isolamento salvaram vidas. Além disso, conflitos na República Democrática do Congo resultaram na morte de pelo menos 2,9 mil pessoas, com a escalada de violência entre o grupo M23 e tropas de Ruanda.
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