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Camarão-gigante no Pará gera preocupação com impactos ambientais e oportunidades econômicas

- O camarão-gigante-da-Malásia, Macrobrachium rosenbergii, se espalha no Pará. - A espécie predadora ameaça a biodiversidade e pode transmitir doenças a nativos. - Fêmeas ovígeras foram capturadas, indicando reprodução em estuários locais. - Autoridades ainda não tomaram medidas para controlar a proliferação do crustáceo. - A pesca comercial do camarão pode ser uma alternativa econômica para pescadores.

Nos últimos meses, pescadores do Pará têm registrado um aumento na captura do Macrobrachium rosenbergii, conhecido como camarão-gigante-da-Malásia. Introduzido no Brasil em 1977 para aquicultura, o crustáceo escapou e se espalhou pela foz do Rio Amazonas, gerando preocupação nas redes sociais. Vídeos de pescadores destacam a captura do camarão, que pode atingir até 32 centímetros […]

Nos últimos meses, pescadores do Pará têm registrado um aumento na captura do Macrobrachium rosenbergii, conhecido como camarão-gigante-da-Malásia. Introduzido no Brasil em 1977 para aquicultura, o crustáceo escapou e se espalhou pela foz do Rio Amazonas, gerando preocupação nas redes sociais. Vídeos de pescadores destacam a captura do camarão, que pode atingir até 32 centímetros nos machos e 25 centímetros nas fêmeas, além de apresentar garras longas e coloração variável.

A proliferação do M. rosenbergii pode causar impactos ambientais significativos, uma vez que a espécie é carnívora e agressiva, predando peixes e camarões nativos. Sua presença pode desestabilizar a biodiversidade local e, além disso, é um vetor do vírus da WSS (White Spot Syndrome), que afeta camarões nativos e pode prejudicar a pesca. Apesar dos riscos, a carne do camarão é valorizada no mercado, o que levanta a possibilidade de sua exploração comercial como alternativa para pescadores.

Entretanto, o controle populacional do M. rosenbergii é desafiador devido à sua rápida reprodução e à falta de predadores naturais. Casos semelhantes com espécies invasoras, como o peixe-leão, mostram que a pesca pode ser uma estratégia para conter a proliferação. Até o momento, não há ações emergenciais das autoridades ambientais no Pará, e as secretarias competentes ainda não se pronunciaram sobre a questão.

Pesquisadores continuam a monitorar a situação e avaliar os impactos da invasão. O M. rosenbergii é resistente a uma ampla faixa de temperaturas e prefere ambientes com pH alcalino. A necessidade de medidas de controle é urgente, mas resta saber se a espécie será vista apenas como uma ameaça ou se poderá ser aproveitada comercialmente pelos pescadores da região.

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