O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) iniciou hoje a investigação do acidente com um avião Beechcraft King Air F90, que resultou na morte de duas pessoas em São Paulo. O piloto havia reportado problemas mecânicos logo após a decolagem e tentou retornar ao aeroporto do Campo de Marte, mas não conseguiu. […]
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) iniciou hoje a investigação do acidente com um avião Beechcraft King Air F90, que resultou na morte de duas pessoas em São Paulo. O piloto havia reportado problemas mecânicos logo após a decolagem e tentou retornar ao aeroporto do Campo de Marte, mas não conseguiu. A queda ocorreu durante uma tentativa de pouso forçado na avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda.
O King Air F90, que possui um histórico de quarenta incidentes de segurança desde seu lançamento em 1979, teve sete acidentes fatais. Apesar disso, a taxa de incidentes não é considerada alta para um modelo que teve duzentos e três unidades fabricadas. O avião acidentado foi produzido em 1981 e descontinuado em 1983. Em fóruns de aviação, o F90 é visto como um modelo fácil de operar e com boa reputação de segurança.
Os acidentes fatais geralmente estão ligados à imperícia dos pilotos ou condições climáticas adversas. Um aspecto relevante é que, embora o avião possa voar com um motor falhando, alguns pilotos enfrentam dificuldades em controlá-lo. Um exemplo é um acidente em 2001, quando o piloto não acionou o procedimento de “feathering”, que ajusta a hélice para estabilizar a aeronave.
A investigação pode ser dificultada pelo fato de que o F90 foi projetado antes da obrigatoriedade de caixas-pretas em aviões desse porte. Não há confirmação se a unidade envolvida no acidente possuía esse dispositivo, e o CENIPA ainda não se manifestou sobre a localização da caixa-preta até o fechamento desta reportagem.
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