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Hélice de avião acidentado em São Paulo indica possível falha no motor durante investigação

- O acidente com o King Air F90 ocorreu em 7 de fevereiro, em São Paulo. - Investigação aponta falha no motor como possível causa da queda da aeronave. - Edinê Soares Gomes Chames recebeu alta; outra passageira permanece internada. - Aeronave tinha inconformidades documentais, mas estava com Certificado de Aeronavegabilidade. - Acidente destaca riscos de falhas mecânicas em aviões e segurança aérea no Brasil.

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Um avião de pequeno porte, modelo King Air F90, caiu na manhã de sexta-feira (7) em uma avenida movimentada na Zona Oeste de São Paulo, resultando na morte do advogado Márcio Louzada Carpena e do piloto Gustavo Medeiros. O acidente ocorreu por volta das 7h20, quando a aeronave, que havia decolado do Campo de Marte […]

Um avião de pequeno porte, modelo King Air F90, caiu na manhã de sexta-feira (7) em uma avenida movimentada na Zona Oeste de São Paulo, resultando na morte do advogado Márcio Louzada Carpena e do piloto Gustavo Medeiros. O acidente ocorreu por volta das 7h20, quando a aeronave, que havia decolado do Campo de Marte com destino a Porto Alegre, tentou um pouso de emergência, mas colidiu com um ônibus, causando uma explosão. Dez pessoas ficaram feridas, com oito já recebendo alta hospitalar.

A investigação da Aeronáutica, conduzida pelo Cenipa, analisa a posição da hélice do avião, que estava embandeirada, indicando uma possível falha no motor. O engenheiro aeronáutico Jorge Leal explicou que esse procedimento é utilizado para aumentar a estabilidade do avião em caso de mau funcionamento do motor. Dados do Cenipa revelam que dois em cada dez acidentes aéreos no Brasil estão relacionados a falhas de motor, com um total de 1.580 acidentes registrados desde 2015.

A aeronave, fabricada em 1981, passou por manutenção preventiva uma semana antes do acidente. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que, apesar de três inconformidades documentais relacionadas ao computador de dados aéreos, para-brisas e sistema de degelo, o avião possuía um Certificado de Aeronavegabilidade válido. O comunicado sobre as inconformidades foi enviado um dia antes da queda, exigindo resposta em até cinco dias.

A Anac lamentou o acidente e destacou que a vistoria é um procedimento de segurança para garantir a conformidade da aeronave com seu projeto original. O professor Fernando Catalano ressaltou que as inconformidades não indicam necessariamente defeitos, mas sim a necessidade de ajustes nos registros. A investigação continua sem prazo definido para conclusão, enquanto a comunidade local se recupera do impacto do acidente.

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