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Aumento de acidentes com aviões particulares preocupa especialistas no Brasil

- Acidente em São Paulo eleva vítimas de aviões pequenos para dez em 2025. - Brasil registrou 175 acidentes aéreos em 2024, maior número em dez anos. - Aumento da frota de aviões executivos e falta de fiscalização são fatores críticos. - Aviação executiva concentra a maioria dos acidentes, com 80% sendo privados. - Julgamento inadequado de pilotos é a principal causa de acidentes nos últimos anos.

Na última sexta-feira (7), um acidente com um avião de pequeno porte em uma avenida de São Paulo resultou na morte de duas pessoas, elevando o total de vítimas em acidentes aéreos para dez em 2024. Este foi o 22º acidente do ano, conforme dados do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). […]

Na última sexta-feira (7), um acidente com um avião de pequeno porte em uma avenida de São Paulo resultou na morte de duas pessoas, elevando o total de vítimas em acidentes aéreos para dez em 2024. Este foi o 22º acidente do ano, conforme dados do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). O aumento na frequência de acidentes aéreos com aviões particulares é evidente, com 175 ocorrências registradas até agora, o maior número em uma década, resultando em 152 mortes.

O diretor técnico da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), Raul Marinho, atribui o crescimento dos acidentes ao aumento da frota de aviões, que passou de 9.607 em 2022 para 10.484 em outubro de 2024. A aviação executiva, que inclui aeronaves não comerciais, é a responsável pela maioria dos acidentes. Dados do Cenipa mostram que, desde 2015, quase metade dos 1.569 acidentes ocorreu na aviação privada, que não pode cobrar por transporte de passageiros.

Marinho destaca três fatores principais para o aumento dos acidentes: a predominância da aviação executiva na frota brasileira, a infraestrutura precária em aeroportos menores e a fiscalização menos rigorosa na aviação privada. Enquanto a aviação comercial opera em aeroportos equipados e seguros, a aviação geral utiliza cerca de 5.000 aeroportos, muitos sem as condições adequadas. Além disso, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) não exige a mesma supervisão rigorosa para a aviação privada.

Os dados do Cenipa revelam que a principal causa de acidentes com vítimas nos últimos dez anos foi o “julgamento de piloto”, presente em 463 ocorrências. Outras causas significativas incluem falha de motor e excursão de pista. O Cenipa define “julgamento de piloto” como a avaliação inadequada de parâmetros operacionais, evidenciando a importância da formação e supervisão dos pilotos na segurança da aviação.

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