Em Maracajá, no Sul de Santa Catarina, o asfalto de uma avenida derreteu durante uma onda de calor que atingiu 41°C na terça-feira, 12 de dezembro. O incidente foi registrado em vídeo, que já acumula mais de 1,4 milhões de visualizações nas redes sociais, mostrando um homem pisando no asfalto da Avenida Nossa Senhora da […]
Em Maracajá, no Sul de Santa Catarina, o asfalto de uma avenida derreteu durante uma onda de calor que atingiu 41°C na terça-feira, 12 de dezembro. O incidente foi registrado em vídeo, que já acumula mais de 1,4 milhões de visualizações nas redes sociais, mostrando um homem pisando no asfalto da Avenida Nossa Senhora da Conceição, onde seu calçado afunda. A prefeitura local está avaliando a situação com engenheiros e a empresa responsável pela recente revitalização da via.
O engenheiro Huri Alexandre Raimundo, professor de engenharia civil, explicou que o asfalto, derivado do petróleo, é projetado para suportar temperaturas específicas. Ele destacou que a mistura de agregados e asfalto deve ser adequada para suportar não apenas o peso dos veículos, mas também as variações térmicas. A proporção exata utilizada na pavimentação da avenida não foi divulgada pela prefeitura.
Embora Maracajá não tenha uma estação de monitoramento da Epagri/Ciram, cidades vizinhas como Criciúma e Meleiro registraram temperaturas elevadas, com 40,64°C e 41,1°C, respectivamente. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Defesa Civil de Santa Catarina emitiram alertas sobre a onda de calor, prevendo temperaturas 5°C acima da média nos próximos dias, classificando a severidade do calor como de “perigo”.
A situação em Maracajá levanta preocupações sobre a qualidade do asfalto utilizado na pavimentação, especialmente em condições extremas de temperatura. O engenheiro ressaltou que a sensibilidade do concreto asfáltico pode variar dependendo da temperatura e da composição da mistura, o que pode resultar em problemas como o derretimento observado.
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