A Justiça de São Carlos (SP) decidiu que o motociclista Nayn José Sales, responsável pelo atropelamento da triatleta Luisa Baptista em dezembro de 2023, irá a júri popular. A data do julgamento ainda não foi definida. Ele é acusado de tentativa de homicídio por dolo eventual, pois dirigia sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em […]
A Justiça de São Carlos (SP) decidiu que o motociclista Nayn José Sales, responsável pelo atropelamento da triatleta Luisa Baptista em dezembro de 2023, irá a júri popular. A data do julgamento ainda não foi definida. Ele é acusado de tentativa de homicídio por dolo eventual, pois dirigia sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em alta velocidade e na contramão, após participar de uma festa open bar. A defesa anunciou que recorrerá da decisão.
O juiz André Luiz de Macedo aceitou a mudança na tipificação do crime, que inicialmente era de lesão corporal culposa, para tentativa de homicídio. A audiência, que ocorreu na quarta-feira, contou com o depoimento de doze testemunhas, sendo nove da acusação e três da defesa, além do interrogatório do motociclista. O atropelamento ocorreu em 23 de dezembro de 2023, enquanto Luisa treinava na Estrada Municipal Abel Terrugi, em Santa Eudóxia.
Luisa, campeã dos Jogos Pan-Americanos de 2019, sofreu múltiplas fraturas e perfurações no pulmão, chegando ao hospital em estado grave, com choque hemorrágico e uma parada cardiorrespiratória de quase oito minutos. Após um período de internação e recuperação em diferentes hospitais, incluindo o Hospital das Clínicas da USP, ela passou dois meses em coma e, posteriormente, iniciou tratamento em uma clínica de reabilitação.
Atualmente, Luisa reside em Ribeirão Preto (SP) e realiza tratamento intensivo com um fisioterapeuta da Confederação Brasileira de Triathlon. Mais de um ano após o acidente, ela já voltou a praticar esportes, incluindo ciclismo, natação e corrida, com o objetivo de retornar ao alto rendimento.
Entre na conversa da comunidade