Dois brasileiros, Luckas Viana dos Santos, de 31 anos, e Phelipe de Moura Ferreira, de 26 anos, foram resgatados após mais de três meses como reféns de uma máfia de golpes cibernéticos em Mianmar. A fuga ocorreu no último domingo, 9 de fevereiro, com o auxílio da ONG internacional The Exodus Road. Ambos foram atraídos […]
Dois brasileiros, Luckas Viana dos Santos, de 31 anos, e Phelipe de Moura Ferreira, de 26 anos, foram resgatados após mais de três meses como reféns de uma máfia de golpes cibernéticos em Mianmar. A fuga ocorreu no último domingo, 9 de fevereiro, com o auxílio da ONG internacional The Exodus Road. Ambos foram atraídos por falsas promessas de emprego e acabaram sendo forçados a aplicar golpes em um local conhecido como “fábrica de golpes online”. A fuga foi cuidadosamente planejada, permitindo que os reféns avisassem suas famílias e ativistas sem serem detectados.
Os jovens foram inicialmente detidos por agentes do DKBA (Exército Democrático Karen Budista) após a fuga e levados a um centro de detenção. Três dias depois, foram transferidos para a Tailândia, onde aguardam a repatriação com o apoio da embaixada brasileira. A ONG, que já havia estabelecido contato com as autoridades locais, confirmou que os brasileiros estavam entre as 371 vítimas de tráfico humano resgatadas na operação.
Luckas e Phelipe, que não se conheciam antes de serem capturados, foram atraídos para Mianmar sob a promessa de empregos bem remunerados. Luckas recebeu uma oferta para trabalhar em um cassino nas Filipinas, enquanto Phelipe foi seduzido por uma proposta para um call center na Tailândia. Ambos perderam contato com suas famílias após serem sequestrados e forçados a trabalhar em condições desumanas, submetidos a torturas físicas e psicológicas.
O Itamaraty informou que está tomando as providências necessárias para a repatriação dos brasileiros, que devem ser liberados em breve. As famílias dos jovens expressaram alívio com o resgate, mas também preocupação com a falta de apoio inicial das autoridades brasileiras durante o período em que os filhos estavam desaparecidos. A ONG continua a trabalhar para garantir a segurança e o retorno dos brasileiros ao Brasil, enquanto outros oito compatriotas ainda permanecem sob cativeiro na região.
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