Um grupo de pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém fez uma descoberta significativa ao encontrar uma pedra rara do Império Romano durante escavações em Tel Abel Beth Maacah, Israel. A rocha, datada do período do imperador Diocleciano, que governou Roma entre 284 e 305 d.C., era utilizada para demarcar as fronteiras do império. A descoberta, […]
Um grupo de pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém fez uma descoberta significativa ao encontrar uma pedra rara do Império Romano durante escavações em Tel Abel Beth Maacah, Israel. A rocha, datada do período do imperador Diocleciano, que governou Roma entre 284 e 305 d.C., era utilizada para demarcar as fronteiras do império. A descoberta, localizada próxima a Metula, oferece novos insights sobre a organização administrativa romana durante a Tetrarquia, que ocorreu entre 293 e 313 d.C..
A pedra de basalto possui uma inscrição em grego que indica sua posição original. Segundo a revista Archeology News, a colocação da pedra foi ordenada por Diocleciano e Maximiano, os Augustos, e Constâncio e Maximiano, os Césares, para marcar os limites dos assentamentos de Tirathas e Golgo, vilas até então desconhecidas. A menção de Basiliakos, um oficial tributário responsável pela arrecadação de impostos, também é um destaque da inscrição.
Além disso, a rocha estava sendo utilizada para cobrir um túmulo do Sultanato Mameluco, que dominou a região entre 1250 e 1520 d.C. Os artefatos encontrados sugerem um controle administrativo elaborado do Império Romano, especialmente em pequenas vilas. Para os estudiosos, a tributação era um mecanismo seguro para o império, embora impusesse pressão econômica sobre os trabalhadores rurais.
A Tetrarquia Romana, imposta por Diocleciano em 293 d.C., dividiu o império em Ocidente e Oriente, cada um com um imperador sênior (Augusto) e um imperador júnior (César). O exército romano era responsável pela eleição dos Augustos, que, por sua vez, nomeavam os Césares. Esse período foi marcado por reformas fiscais e territoriais, incluindo a criação de marcos de fronteira para regular propriedades, refletindo a tentativa de manter a imagem de um Império Romano unido.
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