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Exército expulsa seis militares por tortura a soldado em Pirassununga, SP

- Em janeiro, um soldado foi agredido e torturado por seis colegas em Pirassununga. - A vítima, de 19 anos, apresenta transtorno pós-traumático e faz tratamento. - O Exército expulsou os agressores, que responderão como civis na Justiça Militar. - A defesa da vítima considera a expulsão insuficiente e busca medidas adicionais. - O caso expõe a grave questão de violência e maus-tratos nas Forças Armadas.

Seis militares do Exército Brasileiro foram expulsos após serem investigados por agredir e torturar um soldado de dezenove anos no quartel do 13.º Regimento de Cavalaria Mecanizado, em Pirassununga, São Paulo. O incidente ocorreu em 16 de janeiro e resultou em um Inquérito Policial Militar (IPM), que foi concluído e enviado à Justiça Militar da […]

Seis militares do Exército Brasileiro foram expulsos após serem investigados por agredir e torturar um soldado de dezenove anos no quartel do 13.º Regimento de Cavalaria Mecanizado, em Pirassununga, São Paulo. O incidente ocorreu em 16 de janeiro e resultou em um Inquérito Policial Militar (IPM), que foi concluído e enviado à Justiça Militar da União. A vítima, afastada desde 24 de janeiro, está recebendo tratamento psicológico e psiquiátrico devido ao trauma.

O advogado da vítima, Pablo Canhadas, relatou que o soldado apresenta sintomas de transtorno pós-traumático, incluindo crises de ansiedade e ataques de pânico. Ele descreveu o jovem como introvertido e com a capacidade de comunicação reduzida, necessitando de medicamentos para controlar sua condição. O soldado se sente perseguido e apresentou queixas de mal-estar ao retornar ao quartel para prestar depoimento.

As agressões ocorreram durante uma distribuição de tarefas, onde a vítima foi forçada a realizar atividades humilhantes e foi agredida com objetos como um cabo de vassoura e ripas de madeira. O Exército se manifestou, afirmando que repudia veementemente a prática de maus-tratos e que os envolvidos responderão como civis no processo judicial. A defesa da vítima considera a expulsão insuficiente e busca garantir que o soldado receba tratamento adequado e possa retomar sua carreira militar.

O caso gerou repercussão e levantou preocupações sobre a cultura de violência dentro das Forças Armadas. O Exército instaurou o IPM para apurar as denúncias, mas o sigilo do processo tem dificultado o acesso às informações, inclusive para a defesa da vítima. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou o registro de boletim de ocorrência e que a denúncia foi encaminhada ao Exército para apurações adicionais.

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