Na madrugada de segunda-feira, 24 de março de 2024, o policial militar da reserva Carlos Alberto de Jesus, 61 anos, atirou contra o universitário Igor Melo de Carvalho, 32 anos, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. O incidente ocorreu após a esposa de Carlos, Josilene da Silva Souza, 42 anos, ter seu celular […]
Na madrugada de segunda-feira, 24 de março de 2024, o policial militar da reserva Carlos Alberto de Jesus, 61 anos, atirou contra o universitário Igor Melo de Carvalho, 32 anos, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. O incidente ocorreu após a esposa de Carlos, Josilene da Silva Souza, 42 anos, ter seu celular roubado por dois homens em uma motocicleta. Josilene reconheceu Igor como um dos assaltantes, levando Carlos a confrontá-los. Ele disparou duas vezes, alegando que Igor tentou sacar uma arma, embora a arma e o celular não tenham sido encontrados.
As investigações revelaram que Igor havia solicitado uma corrida de moto por aplicativo para voltar do trabalho, e as câmeras de segurança mostraram que ele saiu do bar onde trabalhava às 1h06, duas horas após o suposto assalto. Igor foi atingido pelas costas e, após o incidente, conseguiu ligar para colegas que o socorreram ao Hospital Estadual Getúlio Vargas. Ele passou por cirurgia e seu estado de saúde é considerado grave.
Carlos Alberto, em depoimento, afirmou que Igor e o condutor da moto estavam envolvidos no roubo, mas a versão foi contestada por imagens que mostram Igor embarcando na moto. A Polícia Civil está analisando as evidências, incluindo imagens de câmeras de segurança, para esclarecer a dinâmica do ocorrido. Igor e o motorista da moto, Thiago Marques Gonçalves, 24 anos, foram levados sob custódia, e a audiência de custódia está marcada para o dia 25 de março.
O Botafogo, clube do qual Igor é torcedor e jornalista, manifestou apoio e desejou sua recuperação. A instituição destacou o profissionalismo de Igor em coberturas esportivas e pediu justiça em relação aos fatos. A investigação continua na 22ª DP, onde todos os envolvidos estão sendo ouvidos para apurar as responsabilidades e os crimes cometidos.
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