Três homens foram acusados de roubar um trono dourado do artista Maurizio Cattelan no Palácio de Blenheim, na Inglaterra, em 2019, conforme informou um advogado de acusação esta semana. Um dos envolvidos já havia se declarado culpado por roubo. O crime, que envolveu a desmontagem do vaso sanitário de ouro de 18 quilates, intitulado América […]
Três homens foram acusados de roubar um trono dourado do artista Maurizio Cattelan no Palácio de Blenheim, na Inglaterra, em 2019, conforme informou um advogado de acusação esta semana. Um dos envolvidos já havia se declarado culpado por roubo. O crime, que envolveu a desmontagem do vaso sanitário de ouro de 18 quilates, intitulado América (2016), levou apenas cinco minutos. Avaliado em cerca de 6 milhões de dólares, a obra estava em exibição no castelo do século XVIII, residência da família de Winston Churchill.
O promotor Julian Christopher KC destacou que o roubo foi cuidadosamente planejado e executado rapidamente. Os homens, cinco ao todo, entraram no terreno do palácio por portões trancados, por volta das 5h, em dois veículos roubados, um caminhão Isuzu e um VW Golf. Eles passaram apenas cinco minutos dentro do edifício, evidenciando a preparação meticulosa necessária para tal ação audaciosa.
Michael Jones está atualmente em julgamento no Tribunal de Oxford, acusado de um crime de roubo, ao qual se declarou inocente. Fred Doe e Bora Guccuk enfrentam acusações de conspiração para transferir propriedade criminosa, o que também negam. James Sheen, um construtor que empregava Jones, já se declarou culpado de roubo. Antes do furto, Jones teria visitado o palácio duas vezes, uma antes da exibição e outra após a instalação do vaso.
O vaso sanitário, que não foi recuperado, parece ter sido dividido em partes menores para facilitar a venda. Dois dos homens teriam feito contato com um joalheiro no distrito de Hatton Garden, em Londres. O vaso estava instalado nos banheiros dos guias do palácio, mas os visitantes podiam agendar horários para utilizá-lo. Cattelan comentou sobre o roubo, afirmando que “América” era o um por cento para os noventa e nove por cento, e expressou esperança de que o roubo fosse uma ação inspirada em Robin Hood. A obra foi modelada a partir de um vaso sanitário comum da Kohler e fabricada por uma fundição em Florença, na Itália.
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