O presidente do Salgueiro, André Vaz, anunciou na madrugada de 11 de outubro do ano passado que o samba campeão do carnaval deste ano receberia um prêmio de R$ 100 mil, enquanto os outros dois finalistas ganhariam R$ 50 mil cada. O anúncio foi feito em um evento lotado na quadra da escola, onde Vaz […]
O presidente do Salgueiro, André Vaz, anunciou na madrugada de 11 de outubro do ano passado que o samba campeão do carnaval deste ano receberia um prêmio de R$ 100 mil, enquanto os outros dois finalistas ganhariam R$ 50 mil cada. O anúncio foi feito em um evento lotado na quadra da escola, onde Vaz também mencionou o atual mecenas, Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, um dos líderes da nova cúpula do jogo ilegal no Rio. Essa situação reflete a crescente influência do crime organizado no carnaval carioca, com Adilsinho investindo na escola e exigindo reconhecimento constante em eventos e redes sociais.
Adilsinho, que se tornou patrono do Salgueiro em março, tomou o controle de áreas antes dominadas por Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, e fez investimentos significativos na escola. Funcionários relatam que a escola não hesita em gastar em materiais caros, algo que não ocorria anteriormente. No entanto, a presença de Adilsinho no desfile é incerta, pois ele está foragido após ter sido acusado de homicídios e não comparece mais à quadra.
Na Mocidade Independente de Padre Miguel, a situação também é tensa. Rogério Andrade, afastado dos desfiles desde 2018, esperava retornar após ser autorizado a sair de casa. Contudo, uma nova denúncia levou à sua prisão, e ele aguarda julgamento no Presídio Federal de Campo Grande. O presidente da escola, Flávio da Silva Santos, também foi preso em flagrante por posse de arma, mas foi solto e voltou a participar das atividades da escola.
Vinicius Drumond, vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense, tem um perfil mais discreto, mas é investigado por envolvimento em homicídios e crimes relacionados ao jogo ilegal. Recentemente, ele foi alvo de uma operação por supostamente chefiar uma quadrilha de furto de combustíveis. A nova cúpula do carnaval carioca já começou a se opor à Liga Independente das Escolas de Samba do Estado do Rio de Janeiro (Liesa), buscando maior controle sobre os eventos. As defesas dos envolvidos não se manifestaram sobre as acusações, e as autoridades estão investigando o uso de munições de segurança em crimes relacionados ao jogo do bicho.
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