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Estudante baleado por policial no Rio de Janeiro recebe alta e retorna para casa

- Igor Melo de Carvalho, de 31 anos, recebeu alta após perder um rim em tiroteio. - O policial Carlos Alberto de Jesus, de 61 anos, alterou depoimento sobre o caso. - Esposa do PM relatou assalto, mas não foram encontrados celular ou arma. - Igor e Thiago, mototaxista, têm provas de que não eram os assaltantes. - Investigação de tentativa de homicídio está em andamento pela Polícia Civil.

O estudante Igor Melo de Carvalho, de 31 anos, recebeu alta na manhã de hoje do Hospital Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, após cinco dias internado devido a um disparo nas costas feito pelo policial militar da reserva Carlos Alberto de Jesus, de 61 anos. Igor perdeu um rim em decorrência do incidente e, […]

O estudante Igor Melo de Carvalho, de 31 anos, recebeu alta na manhã de hoje do Hospital Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, após cinco dias internado devido a um disparo nas costas feito pelo policial militar da reserva Carlos Alberto de Jesus, de 61 anos. Igor perdeu um rim em decorrência do incidente e, ao voltar para casa, expressou sua gratidão em uma mensagem no Instagram, afirmando: “Ainda estou em processo de recuperação, mas queria agradecer a todas as mensagens de amor que recebi.”

O crime ocorreu no último domingo, quando a esposa do PM, Josilene, relatou que teve seu celular roubado por assaltantes em uma moto. Após o relato, Carlos Alberto, ao voltar para casa, identificou dois homens que se assemelhavam aos descritos por Josilene. Ele emparelhou seu carro com a motocicleta pilotada por Thiago Gonçalves Marques, de 24 anos, que tinha Igor como garupa. O PM alegou que disparou porque viu Igor tentando sacar uma arma, mas nem a arma nem o celular roubado foram encontrados.

Os depoimentos foram colhidos pela delegada Lorena Gonçalves Lima Rocha, da 22ª DP. Josilene reconheceu Thiago como o piloto da moto e Igor como um dos assaltantes, mas ambos têm provas de que não estavam envolvidos no roubo. Thiago trabalhava como motorista de aplicativo e Igor como garçom em uma casa de samba, com imagens mostrando Igor saindo do trabalho duas horas após o assalto, usando uma camiseta amarela, que era seu uniforme.

A Polícia Militar informou que um PM da reserva se apresentou como autor dos disparos e que um dos homens foi preso. Na última quarta-feira, Carlos Alberto alterou seu depoimento, afirmando ter visto Igor e Thiago fazendo “movimentos suspeitos” e se confundiu quanto ao horário do roubo. O caso está sendo investigado como uma tentativa de homicídio, com a PM colaborando com a investigação da Polícia Civil e o caso encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar.

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