Na terça-feira de Carnaval, um cardume de dezenas de arraias foi avistado na praia do Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro, gerando curiosidade e preocupação nas redes sociais. Um vídeo mostra os animais nadando próximos uns dos outros, criando um “mar de arraias”. Apesar do alvoroço, o biólogo Ricardo Gomes, do Instituto Mar Urbano, […]
Na terça-feira de Carnaval, um cardume de dezenas de arraias foi avistado na praia do Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro, gerando curiosidade e preocupação nas redes sociais. Um vídeo mostra os animais nadando próximos uns dos outros, criando um “mar de arraias”. Apesar do alvoroço, o biólogo Ricardo Gomes, do Instituto Mar Urbano, afirma que o fenômeno é um sinal positivo para a fauna marinha.
Gomes explica que as arraias avistadas pertencem à espécie raia-ticonha (*Rhinoptera bonasus* e *Rhinoptera brasiliensis*), que está ameaçada de extinção. Ele destaca que, durante o verão, é comum que esses animais se aproximem da costa em busca de alimento. O biólogo também menciona que o cardume se deslocou para a Baía de Guanabara, onde ficou durante todo o Carnaval, ressaltando a importância desses registros para estudos científicos.
Em contraste, no dia 25 de fevereiro, um evento trágico ocorreu em São Vicente, litoral de São Paulo, onde 130 arraias ticonha foram encontradas mortas na Praia de Itararé. A principal hipótese para a mortandade é que os animais tenham sido capturados por redes de pesca e descartados, uma vez que não possuem valor comercial. Gomes alerta que essa prática é prejudicial, pois as arraias têm um ciclo de reprodução lento e a morte de um cardume inteiro dificulta a recuperação da população.
A presença das arraias no Leme é vista como um sinal de esperança e um indicativo de que a fauna marinha está se recuperando, apesar dos desafios enfrentados. O biólogo enfatiza a importância de proteger esses animais, que são considerados megacarismáticos e desempenham um papel crucial no ecossistema marinho.
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