O desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, sobre o Rio Tocantins, em dezembro, resultou em 14 mortos e três desaparecidos, evidenciando a falta de manutenção nas estruturas. Dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) revelam que 736 pontes estão em estado crítico ou ruim no Brasil. Apenas 12.142 das 113.168 pontes existentes foram inspecionadas, […]
O desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, sobre o Rio Tocantins, em dezembro, resultou em 14 mortos e três desaparecidos, evidenciando a falta de manutenção nas estruturas. Dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) revelam que 736 pontes estão em estado crítico ou ruim no Brasil. Apenas 12.142 das 113.168 pontes existentes foram inspecionadas, com 1.039 classificadas como críticas. Além disso, 42 mil pontes têm mais de 50 anos, exigindo cuidados especiais.
Recentemente, o Dnit interditou a Ponte dos Índios, no Maranhão, após alertas sobre corrosão. Essa interdição é uma exceção, já que mais de 100 mil pontes permanecem sem avaliação, representando quase 90% do total. A precariedade na fiscalização foi destacada em um estudo apresentado no 65º Congresso Brasileiro do Concreto. O Dnit estima que seriam necessários R$ 5,83 bilhões para realizar 816 obras de manutenção e reabilitação.
Os investimentos em infraestrutura de transporte em 2023 foram de apenas 0,56% do PIB, enquanto a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) aponta que o Brasil deveria investir 2,26% do PIB para cobrir a depreciação dos ativos. Nos últimos 25 anos, o país investiu menos de 1% do PIB no setor, em contraste com países como China e Índia, que investem em média 3,4%. Essa situação reforça a necessidade de promover concessões de rodovias ao setor privado, embora o governo ainda precise manter algumas estradas.
Para evitar novas tragédias, é fundamental aumentar os investimentos em infraestrutura. A falta de um sentido de urgência nas autoridades e a espera por respostas do setor de engenharia e construção agravam o problema. A aceleração da privatização das rodovias é vista como uma medida necessária para garantir a segurança e a preservação de vidas.
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