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Igor Melo, repórter baleado por engano, é contratado por Neto para programa de rádio

- Igor Melo, baleado por um policial, perdeu um rim e enfrenta traumas. - Recentemente, foi contratado como correspondente do programa "Rádio Craque Neto". - Sua esposa, Marina Moura, celebrou a conquista nas redes sociais. - Igor, conhecido por sua determinação, sempre sonhou em ser jornalista. - O caso expõe desigualdade e preconceito, gerando clamor por justiça.

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O estudante Igor Melo, que perdeu um rim após ser baleado por um policial militar reformado em fevereiro, foi contratado como correspondente do programa “Rádio Craque Neto”. A informação foi divulgada por sua esposa, Marina Moura, que expressou sua alegria nas redes sociais. Igor, que já atuava como repórter independente em seu canal no YouTube, […]

O estudante Igor Melo, que perdeu um rim após ser baleado por um policial militar reformado em fevereiro, foi contratado como correspondente do programa “Rádio Craque Neto”. A informação foi divulgada por sua esposa, Marina Moura, que expressou sua alegria nas redes sociais. Igor, que já atuava como repórter independente em seu canal no YouTube, “Informe Botafogo”, agora fará parte da equipe do ex-jogador Neto, apresentador do programa “Donos da Bola”, exibido na Band.

Igor teve alta do Hospital Getúlio Vargas em 2 de março, após ser baleado nas costas pelo PM Carlos Alberto de Jesus, que o confundiu com um assaltante. O disparo comprometeu não apenas um rim, mas também parte do estômago e intestino do jovem de 31 anos. A prima de Igor, Pâmela Carvalho, compartilhou um registro dele em família, ressaltando seu caráter e determinação. Desde jovem, Igor sonhava em ser jornalista e cobrir o Botafogo, e, mesmo enfrentando dificuldades, lançou seu canal no YouTube em 2018.

Na noite do incidente, Igor pediu uma corrida de aplicativo após trabalhar como garçom. O PM, que alegou ter visto um movimento suspeito, disparou contra a moto em que Igor estava. Thiago Marques, o motociclista, foi preso sem provas e liberado após 17 horas. Amigos e familiares pedem justiça, destacando a desigualdade e o preconceito enfrentados por Igor e Thiago. Marina relatou o trauma vivido pela família e a necessidade de responsabilização do policial.

O Centro Universitário Celso Lisboa, onde Igor estuda e trabalha, manifestou apoio e preocupação com o caso, afirmando que não há registros que desabonem sua conduta. A reitora, Vanessa Lacerda, destacou a estima que a comunidade acadêmica tem por Igor e a necessidade de justiça diante da violência e racismo enfrentados.

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