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Militar filma ataque com coquetéis molotov contra homem em situação de rua

- Ludierley Satyro José, de 46 anos, foi atacado com coquetéis molotov no Rio. - O crime, motivado por um desafio online, foi transmitido ao vivo nas redes sociais. - O adolescente e o militar envolvidos foram presos e enfrentarão graves acusações. - Ludierley está internado e precisa de procedimentos diários para tratar queimaduras. - Discord, onde o ataque foi transmitido, afirmou ter banido os usuários envolvidos.

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Imagens recentes revelam o ataque brutal ao auxiliar de serviços gerais Ludierley Satyro José, de 46 anos, por um adolescente de 17, que lançou dois coquetéis molotov contra ele. O crime ocorreu enquanto Ludierley dormia em uma calçada no bairro do Pechincha, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O ataque foi transmitido ao vivo […]

Imagens recentes revelam o ataque brutal ao auxiliar de serviços gerais Ludierley Satyro José, de 46 anos, por um adolescente de 17, que lançou dois coquetéis molotov contra ele. O crime ocorreu enquanto Ludierley dormia em uma calçada no bairro do Pechincha, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O ataque foi transmitido ao vivo por uma rede social, onde um homem, identificado como Miguel Felipe dos Santos Guimarães da Silva, de 20 anos, filmou a ação. Após o ataque, a vítima tentou apagar as chamas, chegando a arrancar suas roupas.

Ludierley, que está internado no Hospital do Andaraí, relatou dificuldades para falar e respirar. Ele precisa passar por um procedimento diário de balneoterapia, que envolve a raspagem da pele queimada, sob sedação. O cirurgião plástico responsável pelo tratamento, Éder Nogueira Teixeira Tavares, afirmou que o estado do paciente é grave, mas estável, e não há previsão de alta. O ataque foi motivado por um desafio, com o adolescente supostamente recebendo cerca de R$ 2 mil por sua ação.

O adolescente responderá por tentativa de homicídio triplamente qualificado, enquanto Miguel será indiciado por tentativa de homicídio, associação criminosa e apologia ao nazismo. A polícia investiga a conexão entre o crime e um grupo que promove discursos de ódio nas redes sociais. O aplicativo Discord, onde o ataque foi transmitido, afirmou ter uma política de tolerância zero para violência e discurso de ódio, e tomou medidas contra os envolvidos.

Ludierley, natural de Juiz de Fora, viveu na rua após se envolver com drogas, mas sonha em se recuperar e voltar a ter uma vida digna. Ele compartilhou sua história de amor com sua esposa, Missionária Beatriz, e expressou seu desejo de se afastar do vício e cuidar de seu filho. Ao refletir sobre seus agressores, ele afirmou que “o que se planta, se colhe”, ressaltando a importância das escolhas na vida.

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