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Plantas dos bosques nublados de Mesoamérica sobem montanhas para escapar do clima extremo

- Estudo revela que plantas nos bosques de niebla se deslocam até 2,7 metros/ano. - Trinta e seis por cento das espécies buscam altitudes mais elevadas. - Bosques de niebla, com 6.000 espécies, representam apenas 1% da área. - Menos de 20% das espécies estão protegidas, tornando o ecossistema vulnerável. - Mudanças climáticas e desmatamento ameaçam a sobrevivência das plantas.

As plantas estão se adaptando ao mudança climática nos bosques de niebla da Mesoamérica, deslocando-se entre 1,8 e 2,7 metros por ano desde 1979. Este fenômeno foi documentado em um estudo liderado por Santiago Ramírez Barahona, que destaca a complexidade dos impactos ecológicos da crise climática. Os pesquisadores, com apoio da Secretaria de Ciência e […]

As plantas estão se adaptando ao mudança climática nos bosques de niebla da Mesoamérica, deslocando-se entre 1,8 e 2,7 metros por ano desde 1979. Este fenômeno foi documentado em um estudo liderado por Santiago Ramírez Barahona, que destaca a complexidade dos impactos ecológicos da crise climática. Os pesquisadores, com apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia do México, investigam a vulnerabilidade desses ecossistemas desde 2019.

Os bosques de niebla, que representam apenas 1% da superfície da região, abrigam mais de 6.000 espécies de plantas vasculares, correspondendo a 18% da diversidade vegetal local. Contudo, menos de 20% dessas espécies estão protegidas, tornando esses ecossistemas extremamente frágeis, conforme aponta Ángela Cuervo, coautora do estudo. A falta de dados sobre o deslocamento das árvores na região dificulta a compreensão do fenômeno.

Para coletar informações, os pesquisadores utilizaram dados do Global Biodiversity Information Facility, que documenta espécies e suas localizações. Eles analisaram 1.021 plantas e descobriram que cerca de 380 espécies (ou 36%) estão se movendo para altitudes mais elevadas devido ao clima e à desmatamento. No entanto, as plantas mais sensíveis enfrentam dificuldades, pois não podem se deslocar para áreas mais quentes e podem não sobreviver em regiões mais frias.

Ramírez observa que nem todas as espécies estão se movendo, comparando a situação a uma multidão de cucarachas fugindo da luz. A interação entre as plantas e outros organismos, como arbustos e helechos, foi moldada ao longo de milhares de anos, e o mudança climática está rompendo esse equilíbrio. Ele ressalta a importância dos bosques de niebla para o fornecimento de água, destacando sua umidade característica, que pode ser sentida mesmo quando não está chovendo externamente.

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