A COP30, conferência do clima que ocorrerá de 10 a 21 de novembro em Belém, provocou um aumento significativo nos preços de hospedagem na cidade. Com a expectativa de receber 50 mil pessoas, a capital paraense, que possui apenas metade dos leitos necessários, viu os preços de residências de luxo variarem entre R$ 400 mil […]
A COP30, conferência do clima que ocorrerá de 10 a 21 de novembro em Belém, provocou um aumento significativo nos preços de hospedagem na cidade. Com a expectativa de receber 50 mil pessoas, a capital paraense, que possui apenas metade dos leitos necessários, viu os preços de residências de luxo variarem entre R$ 400 mil e R$ 2 milhões para os 11 dias do evento. As diárias em hotéis também dispararam, com valores médios entre R$ 700 e R$ 1,2 mil, podendo chegar a R$ 3 mil.
Uma pesquisa no Booking.com revelou que uma casa com dois quartos está sendo oferecida por R$ 2,2 milhões, permitindo acomodar até 16 pessoas. Em comparação, o preço mais alto registrado em maio foi de R$ 1,4 milhão, uma redução de 36%. No Airbnb, opções mais simples custam R$ 4 mil para duas pessoas, enquanto acomodações de luxo podem chegar a R$ 58 mil por diária. A hospedagem mais cara disponível no Airbnb foi listada a R$ 738 mil por 11 noites.
Para lidar com a demanda, as plataformas Booking e Airbnb firmaram acordos com o governo do Pará para aumentar a oferta de leitos, mas ressaltaram que não controlam os preços. A ONG Engajamundo optou por alugar uma casa por R$ 90 mil por dois anos, prevendo dificuldades na reserva de espaços para o evento. A diretora executiva, Daniele Amaral, destacou a preocupação com a alta dos preços e a escassez de opções adequadas.
O governo do Pará está tomando medidas para melhorar a infraestrutura, como a construção da Vila COP30 e a reforma de 17 escolas para abrigar visitantes. O governador Helder Barbalho afirmou que a cidade está em transformação e que os investimentos trarão legados. Representantes do setor hoteleiro justificam os preços elevados pela demanda e pelas exigências das delegações, como internet de alta qualidade e serviços de suporte. O governo brasileiro também busca reduzir o fluxo de pessoas, negociando a antecipação da reunião de chefes de Estado, o que pode diminuir a presença em 22 mil pessoas.
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