Um levantamento realizado pelo g1 revela que 26,8% das mulheres presas no Brasil não têm visitantes cadastrados, o que significa que não recebem visitas. Em comparação, o percentual entre os homens é de 23,3%. Especialistas afirmam que esse abandono impacta mais as detentas, destacando a solidão que enfrentam. A pesquisa abrange dados de 23 estados, […]
Um levantamento realizado pelo g1 revela que 26,8% das mulheres presas no Brasil não têm visitantes cadastrados, o que significa que não recebem visitas. Em comparação, o percentual entre os homens é de 23,3%. Especialistas afirmam que esse abandono impacta mais as detentas, destacando a solidão que enfrentam. A pesquisa abrange dados de 23 estados, exceto Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Tocantins, que não forneceram informações adequadas.
Na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu, em São Paulo, onde estão cerca de 850 mulheres, a situação é alarmante. Embora haja 1,4 mil visitantes cadastrados, apenas cerca de 200 aparecem nas visitas. A unidade, devido à baixa demanda, encerrou as visitas presenciais aos sábados, optando por visitas virtuais. Os estados com maior percentual de mulheres sem visitantes incluem Amazonas (58,3%) e Paraíba (55,9%), enquanto o Distrito Federal apresenta a menor taxa, com apenas 1,38%.
A pesquisa também mostra que 73,1% das mulheres presas recebem visitas, em contraste com 76,6% dos homens. A professora Fernanda Ifanger, da PUC-Campinas, destaca que a ausência de visitas pode prejudicar a ressocialização e romper vínculos familiares, especialmente entre mães e filhos. As visitas são um direito garantido pela Lei de Execuções Penais e são essenciais para o bem-estar dos detentos.
A série “Dia de visita: a solidão da mulher no cárcere” do g1, publicada na semana do Dia da Mulher, explora as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no sistema prisional. A reportagem destaca que a falta de visitas não apenas afeta o aspecto emocional, mas também a possibilidade de receber itens de higiene e alimentos, essenciais para a sobrevivência dentro do cárcere.
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