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Polícia investiga morte de professora que denunciou prefeito por vazamento de nudes

- A professora Jaquiely Lima Oliveira, de 32 anos, foi encontrada morta em casa. - Ela havia denunciado o prefeito Murilo Bandeira por vazar fotos íntimas suas. - A Polícia Civil investiga o caso, que envolve um relacionamento extraconjugal. - Bandeira negou envolvimento e prestou depoimento um dia após a morte de Jaquiely. - A defesa do prefeito classificou as acusações como "fake news" e pediu responsabilização.

A Polícia Civil do Piauí investiga a morte da professora municipal Jaquiely Lima Oliveira, de 32 anos, encontrada sem vida em sua casa em Sigefredo Pacheco no dia 6 de março. A professora havia denunciado o prefeito da cidade, Murilo Bandeira (PT), por supostamente vazar fotos íntimas suas. A cidade, localizada a 164 quilômetros de […]

A Polícia Civil do Piauí investiga a morte da professora municipal Jaquiely Lima Oliveira, de 32 anos, encontrada sem vida em sua casa em Sigefredo Pacheco no dia 6 de março. A professora havia denunciado o prefeito da cidade, Murilo Bandeira (PT), por supostamente vazar fotos íntimas suas. A cidade, localizada a 164 quilômetros de Teresina, possui cerca de 10.000 habitantes. Dois dias antes de sua morte, Jaquiely obteve uma medida protetiva contra o prefeito, após registrar um boletim de ocorrência contra ele.

As investigações revelam que o marido de Jaquiely procurou a esposa de Bandeira, Ana Kerole, alegando ter recebido mensagens com fotos eróticas da professora. Ana, que está em processo de divórcio, negou qualquer conhecimento sobre as fotos ou o envolvimento do marido com Jaquiely. O corpo da professora foi enviado ao Instituto Médico Legal (IML) para apurar a causa da morte, e o caso está sendo conduzido pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Sigefredo Pacheco.

Murilo Bandeira prestou depoimento à Polícia Civil no dia 7 de março, um dia após a morte de Jaquiely, e negou qualquer envolvimento com a vítima. Ele afirmou que conheceu a professora em 2021 e que ela trabalhou como auxiliar de sala em uma escola municipal em 2024. O prefeito alegou não se lembrar do último contato com Jaquiely e afirmou que soube das acusações por meio de sua esposa, que foi confrontada pelo marido da professora.

A defesa de Murilo Bandeira divulgou uma nota classificando as acusações como “fake news” e afirmou que os celulares e computadores do prefeito foram entregues às autoridades. O comunicado também advertiu que aqueles que espalharem informações falsas que prejudiquem a honra e a imagem dos envolvidos serão responsabilizados criminalmente.

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