Um novo estudo da IQAir, divulgado nesta terça-feira, 11, revelou as vinte cidades mais poluídas do mundo, com a maioria delas localizadas na Ásia. A análise focou na matéria particulada fina, ou PM2,5, um poluente perigoso que pode penetrar no sistema respiratório. Treze das cidades listadas estão na Índia, onde o crescimento econômico impulsionado pelo […]
Um novo estudo da IQAir, divulgado nesta terça-feira, 11, revelou as vinte cidades mais poluídas do mundo, com a maioria delas localizadas na Ásia. A análise focou na matéria particulada fina, ou PM2,5, um poluente perigoso que pode penetrar no sistema respiratório. Treze das cidades listadas estão na Índia, onde o crescimento econômico impulsionado pelo carvão e a urbanização intensa contribuem para altos níveis de poluição. Outras quatro cidades estão no Paquistão, uma na China e uma no Cazaquistão. A única cidade fora da Ásia é N’Djamena, capital do Chade, que é considerada o país mais poluído do mundo.
O relatório destaca que, em 2024, a concentração média de PM2,5 na Índia foi de 50,6 microgramas por metro cúbico, dez vezes acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de uma redução de 7% em relação a 2023, a Índia continua a abrigar 14 das 20 áreas urbanas mais poluídas. Nova Déli foi a capital mais poluída do mundo pelo sexto ano consecutivo, com uma concentração de 91,8 microgramas por metro cúbico. O relatório também menciona que a poluição do ar pode reduzir a expectativa de vida em cerca de 5,2 anos.
Na América Latina, a situação da qualidade do ar está melhorando, embora incêndios florestais no Brasil tenham impactado significativamente a qualidade do ar em estados como Rondônia e Acre, onde os níveis de PM2,5 quadruplicaram em setembro. O relatório indica que a rede de monitoramento da qualidade do ar na região está se expandindo, com 40 novas cidades incluídas em 2024. O Chile, Brasil e México lideram em termos de cidades que reportam dados de qualidade do ar.
A China apresentou uma leve melhora na qualidade do ar, com a concentração média de PM2,5 caindo de 32,5 para 31 microgramas por metro cúbico. Apesar disso, o país continua a ser o maior emissor de dióxido de carbono do mundo. O relatório também aponta que apenas 17% das cidades analisadas globalmente atendem às diretrizes da OMS, e apenas sete países conseguiram cumprir as recomendações no ano passado. A falta de dados de monitoramento em países como Irã e Afeganistão foi notada, assim como lacunas significativas em iniciativas de monitoramento no Sudeste Asiático.
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