Após a demolição do “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, no Complexo de Israel, Zona Norte do Rio, crianças e jovens da comunidade ocuparam o local. Eles compartilharam vídeos nas redes sociais, mostrando-se se divertindo no lago que restou da estrutura, que contava com piscina e áreas de lazer. A operação, […]
Após a demolição do “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, no Complexo de Israel, Zona Norte do Rio, crianças e jovens da comunidade ocuparam o local. Eles compartilharam vídeos nas redes sociais, mostrando-se se divertindo no lago que restou da estrutura, que contava com piscina e áreas de lazer. A operação, realizada pelas polícias Civil e Militar, visava desmantelar construções ligadas ao tráfico, mas gerou críticas sobre a falta de um plano para o destino do lago, que acumula sujeira e pode se tornar um foco de mosquitos.
Em um dos registros, um internauta questionou a eficácia da ação policial, ressaltando que a água parada poderia favorecer a proliferação do mosquito da dengue, especialmente com a proximidade de um colégio na região. Outros usuários sugeriram que o espaço poderia ser reaproveitado para atividades recreativas para crianças e jovens, em vez de ser simplesmente destruído. As forças de segurança ainda não se pronunciaram sobre a ocupação do lago.
A demolição do resort, que era uma construção irregular em área de preservação ambiental, foi parte de uma operação para combater o tráfico na região. O local, que antes era apresentado como um projeto social, foi identificado como um centro de armazenamento de armas e drogas. O delegado Moysés Santana afirmou que houve um grande investimento do tráfico na construção, que incluía um lago artificial e várias comodidades.
Além disso, sete pessoas ligadas a Peixão foram presas no último sábado por extorquir moradores de Brás de Pina e Penha Circular, exigindo o uso de serviços de internet da facção Terceiro Comando Puro. As prisões ocorreram após uma ação integrada das polícias Civil e Militar. A investigação continua na 22ª DP, enquanto a polícia monitora o avanço de Peixão na região, que se dá por meio de barricadas e controle de serviços essenciais.
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