A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta quinta-feira para combater o tráfico internacional de armas, que abastece organizações criminosas no Brasil. A ação, que utilizou inteligência e investigações prolongadas, desmantelou uma quadrilha que enviou cerca de dois mil fuzis de Miami para comunidades do Rio de Janeiro dominadas pelo Comando Vermelho. As investigações começaram […]
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta quinta-feira para combater o tráfico internacional de armas, que abastece organizações criminosas no Brasil. A ação, que utilizou inteligência e investigações prolongadas, desmantelou uma quadrilha que enviou cerca de dois mil fuzis de Miami para comunidades do Rio de Janeiro dominadas pelo Comando Vermelho. As investigações começaram em 2017, após a apreensão de 60 fuzis no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, escondidos em uma carga de aquecedores de piscina.
Um dos principais alvos da operação, chamada Cash Courier, foi o policial federal aposentado Josias João do Nascimento, conhecido como “Senhor das Armas”. Ele liderava o grupo que, por anos, foi comandado por Frederik Barbieri, considerado o maior traficante de armas do Brasil, atualmente preso nos Estados Unidos. A PF cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em áreas de luxo no Rio, onde alguns suspeitos reagiram com tiros, resultando na prisão de um miliciano.
A Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens avaliados em R$ 50 milhões dos envolvidos, que responderão por crimes como tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. A quadrilha utilizava pessoas físicas e jurídicas para adquirir imóveis e outros bens, visando lavar o dinheiro proveniente do tráfico. Essa operação é um desdobramento da ação Senhor das Armas, que já havia apreendido fuzis em 2017.
O combate ao tráfico de armas e drogas é um desafio constante para as autoridades, especialmente com a entrada de cargas ilegais no país. A PF enfatiza a importância de investigar as quadrilhas e seguir o rastro do dinheiro, bloqueando seus ativos para desmantelar suas operações. A atual investigação levou oito anos, destacando a complexidade e a necessidade de um esforço contínuo para enfrentar a violência relacionada ao tráfico no Brasil.
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