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Glaciares enfrentam extinção; intervenções devem considerar ecossistemas ocultos

A ONU declarou 2025 como o Ano Internacional da Preservação dos Glaciares, enquanto novas tecnologias são testadas para mitigar a perda de gelo.

A previsão indica que quase metade das geleiras da Terra pode desaparecer até 2100, mesmo que o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 °C seja alcançado. Países como Venezuela e Eslovênia já perderam todas as suas geleiras, sendo os primeiros a enfrentar essa realidade. Para conscientizar sobre a importância das geleiras, a ONU […]

A previsão indica que quase metade das geleiras da Terra pode desaparecer até 2100, mesmo que o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 °C seja alcançado. Países como Venezuela e Eslovênia já perderam todas as suas geleiras, sendo os primeiros a enfrentar essa realidade. Para conscientizar sobre a importância das geleiras, a ONU declarou 2025 como o Ano Internacional da Preservação das Geleiras. No entanto, não há consenso sobre como salvá-las, e as intervenções tecnológicas estão sendo consideradas, como aumentar a refletividade do gelo e promover a formação de nova neve.

As geleiras abrigam um ecossistema microbiano único, que inclui arqueias, bactérias e eucariotos. Esses microrganismos, adaptados a condições extremas, podem produzir antibióticos e acumular poluentes, desempenhando um papel crucial na filtragem de contaminantes. A perda de comunidades microbianas pode comprometer essa função, afetando o meio ambiente. Com o aumento das propostas de intervenções técnicas para mitigar a fusão das geleiras, é essencial considerar a complexidade desses biomas.

As intervenções para preservar as geleiras se dividem em duas categorias: as que buscam reter o gelo existente e as que incentivam a formação de novo gelo. Métodos como a aplicação de microsferas de vidro e filmes de celulose acetato têm mostrado resultados iniciais positivos, mas suas consequências ecológicas ainda não foram suficientemente estudadas. O uso de geotêxteis reflexivos pode reduzir a fusão do gelo em até 70%, mas também gera microplásticos que afetam a vida aquática.

Outras abordagens, como a semeadura de nuvens, têm sido testadas, mas enfrentam desafios em termos de custo e impacto ambiental. Embora essas intervenções possam parecer promissoras, a falta de estudos aprofundados sobre suas consequências e a dependência de interesses comerciais levantam preocupações sobre sua implementação em larga escala. O custo estimado para cobrir todas as geleiras da Suíça pode chegar a US$ 1,6 bilhão, o que limita a viabilidade dessas soluções.

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