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Prejuízos da Light superam 95% em áreas dominadas pelo crime no Rio de Janeiro

Furtos de cabos de energia em áreas dominadas pelo crime no Rio de Janeiro afetam 60 mil moradores. A Light enfrenta perdas de até 95% em algumas comunidades.

A concessionária de energia Light, que atende o município do Rio de Janeiro e outras trinta cidades do estado, enfrenta sérios desafios em áreas dominadas pelo crime organizado. Com um milhão de clientes cadastrados nessas regiões, as perdas financeiras podem ultrapassar 95%, uma vez que a maioria dos moradores não paga pela energia consumida. Além […]

A concessionária de energia Light, que atende o município do Rio de Janeiro e outras trinta cidades do estado, enfrenta sérios desafios em áreas dominadas pelo crime organizado. Com um milhão de clientes cadastrados nessas regiões, as perdas financeiras podem ultrapassar 95%, uma vez que a maioria dos moradores não paga pela energia consumida. Além disso, muitos utilizam ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”, o que agrava ainda mais a situação. O problema é mais evidente na capital e na Baixada Fluminense, onde a Light não consegue acessar essas comunidades para combater o furto.

O Complexo da Maré e a comunidade de Rio das Pedras são exemplos de locais onde a Light enfrenta dificuldades. Em Maré, 100% da energia consumida não gera receita para a empresa. Somente neste ano, até março, a Light substituiu 1.150 transformadores danificados devido a essas ligações clandestinas. O controle da distribuição de energia se tornou uma fonte de lucro para facções criminosas, que também exploram serviços de internet, cortando redes de provedores regulares e monopolizando o acesso.

Recentemente, o furto de cabos na entrada do Túnel Santa Bárbara danificou uma linha de transmissão que abastece a subestação da Light em Laranjeiras, afetando cerca de 60 mil moradores. A empresa informou que os reparos devem ser concluídos até 20 de abril e que, enquanto isso, o fornecimento será feito por uma linha alternativa. No entanto, a Light alertou que qualquer problema nessa linha pode comprometer o abastecimento da região.

A situação é ainda mais crítica em áreas como o Jacarezinho, onde a Cidade da Polícia Civil ficou sem luz devido ao furto de cabos. O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor dos Santos, destacou que o roubo de cabos é um reflexo da vulnerabilidade social, com pessoas retirando cabos sem compreender os danos que causam. A Companhia Municipal de Energia e Iluminação (Rioluz) também relatou um aumento nos furtos e vandalismos, com 3,5 milhões de reais gastos em reparos até abril de 2024.

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