A Polícia Federal realiza, nesta quarta-feira, uma operação denominada Polivalente, que visa cumprir três mandados de busca e apreensão em dois clubes de tiro em Barra do Piraí e Valença, no Sul Fluminense, além da residência do administrador e de uma loja de armamentos em Barra do Piraí. A ação conta com a participação de […]
A Polícia Federal realiza, nesta quarta-feira, uma operação denominada Polivalente, que visa cumprir três mandados de busca e apreensão em dois clubes de tiro em Barra do Piraí e Valença, no Sul Fluminense, além da residência do administrador e de uma loja de armamentos em Barra do Piraí. A ação conta com a participação de militares do Exército e foi desencadeada após a identificação de irregularidades durante uma fiscalização em um dos clubes.
As investigações começaram após a Guarda Municipal de Resende detectar que um instrutor de armamento aplicava testes com armas que não lhe pertenciam, utilizando dados de agentes de segurança pública sem autorização. Os candidatos a posse de arma negaram a filiação ao clube, enquanto o instrutor apresentou documentos que comprovavam a filiação, mas que foram emitidos em data posterior à realização dos testes, levantando suspeitas de falsidade ideológica.
A Polícia Federal apurou que o administrador do clube utilizava informações de agentes de segurança para benefício próprio, tanto na compra de insumos quanto na venda de armamentos. Ele possuía autorização para atuar como armeiro e vigilante em uma empresa de segurança vinculada, o que amplia as implicações legais da operação.
Os investigados poderão ser responsabilizados por falsidade ideológica, uso de documentos falsos e comércio ilegal de armas. As penas para esses crimes podem somar até 17 anos de reclusão, refletindo a gravidade das irregularidades encontradas na gestão dos clubes de tiro.
Entre na conversa da comunidade