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Desafios do desenvolvimento sustentável exigem foco em resiliência na América Latina e Caribe

A CEPAL alerta que apenas 22% das metas dos ODS estão em progresso na América Latina, destacando a urgência de investimentos em prevenção de desastres.

O avanço do desenvolvimento sustentável em América Latina enfrenta sérios desafios, conforme aponta a CEPAL. Apenas 22% das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão no caminho certo para serem cumpridas até 2030, uma queda de 3% em relação a 2023. A região lida com desigualdades persistentes, estagnação na redução da pobreza e um […]

O avanço do desenvolvimento sustentável em América Latina enfrenta sérios desafios, conforme aponta a CEPAL. Apenas 22% das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão no caminho certo para serem cumpridas até 2030, uma queda de 3% em relação a 2023. A região lida com desigualdades persistentes, estagnação na redução da pobreza e um crescimento econômico insuficiente, além de um alto custo da dívida e espaço fiscal limitado para os governos.

Entre 2000 e 2022, mais de 1.500 desastres afetaram cerca de 190 milhões de pessoas na região, tornando-a a segunda mais vulnerável do mundo a esses eventos. As perdas econômicas anuais em infraestrutura são estimadas em 58 bilhões de dólares, representando quase 50% do crescimento do PIB regional em 2023. O impacto de desastres, como o furacão Maria em 2017, que causou perdas superiores a 200% do PIB de Dominica, evidencia a necessidade urgente de estratégias de desenvolvimento resilientes.

Para garantir um desenvolvimento sustentável, é crucial mudar o enfoque da gestão de riscos de desastres de uma abordagem reativa para uma preventiva. Investir em prevenção é financeiramente vantajoso, com cada dólar aplicado economizando cerca de quatro dólares em resposta a desastres. Contudo, o Relatório de Avaliação Regional do Risco de Desastres (RAR 2024) revela que os países dedicam menos de 2,5% de seus orçamentos públicos à redução de riscos, com a maior parte voltada para respostas a desastres.

Diante da diminuição da ajuda internacional, é essencial que os países aumentem o financiamento para a redução de riscos. Estudos indicam que até 30% do orçamento nacional poderia ser alocado para essa finalidade. Além disso, a adoção de instrumentos financeiros inovadores, como bonos verdes e bonos de resiliência, pode ampliar os recursos disponíveis, promovendo um desenvolvimento mais sustentável e resiliente para a região até 2030.

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