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A intrigante história do juiz que usou identidade falsa por 45 anos e enganou o sistema judiciário

Repórter revive caso de candidato à magistratura que se revelou uma fraude, revelando anotações que expõem críticas à qualidade dos concorrentes.

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Em 1995, um repórter da Folha entrevistou um homem que se apresentou como Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield, um candidato à magistratura em São Paulo. Recentemente, o repórter revisitou suas anotações da época e encontrou críticas à qualidade dos candidatos e indícios de que Wickfield não era quem dizia ser. O caso se tornou conhecido após a descoberta de que ele usava uma identidade falsa.

As anotações, encontradas em um caderno antigo, mostraram que a entrevista foi breve e ocupou menos de meia página. Wickfield disse que passou no concurso na segunda tentativa e que estudava sozinho. Ele se descreveu como filho de ingleses, com pai engenheiro e mãe psiquiatra. O repórter também entrevistou a desembargadora Lucia Valle Figueiredo Collarile, que expressou decepção com o nível dos candidatos, mencionando erros de grafia e concordância nas provas.

O repórter refletiu sobre a dificuldade de verificar informações na época, antes da internet e das redes sociais. Ele destacou que, mesmo com as ferramentas atuais, a checagem de informações não é infalível, e a credulidade continua sendo um risco no jornalismo. A descoberta das anotações levantou questões sobre a vigilância necessária para evitar fraudes na profissão.

Em 1995, um repórter da Folha entrevistou um homem que se apresentou como Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield, um candidato à magistratura em São Paulo. Recentemente, o repórter revisitou suas anotações da época, que revelaram críticas à qualidade dos candidatos e indícios de que Wickfield não era quem dizia ser. O caso ganhou notoriedade após a descoberta de que ele utilizava uma identidade falsa.

As anotações, encontradas em um caderno antigo, continham detalhes da entrevista, que foi breve e ocupou menos de meia página. Wickfield afirmou ter passado no concurso na segunda tentativa e que estudava sozinho. Ele se descreveu como filho de ingleses, com pai engenheiro e mãe psiquiatra. O repórter também entrevistou a desembargadora Lucia Valle Figueiredo Collarile, que expressou sua decepção com o nível dos candidatos, afirmando que a prova escrita mostrou deficiências.

Collarile destacou que esperava que os candidatos à magistratura fossem inspirados por valores elevados, como a Justiça. Ela mencionou que a qualidade intelectual dos candidatos não atendeu às expectativas, com erros de grafia e concordância nos enunciados. O repórter registrou que Wickfield alegou ter morado na Inglaterra até os 25 anos, mas a desembargadora não ofereceu mais detalhes sobre o perfil do candidato.

O repórter refletiu sobre a dificuldade de verificar informações na época, antes da popularização da internet e das redes sociais. Ele ressaltou que, mesmo com as ferramentas atuais, a checagem de informações não é infalível, e a credulidade continua sendo um risco no jornalismo. A descoberta das anotações trouxe à tona questões sobre a vigilância necessária para evitar fraudes na profissão.

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