A COP30, que acontecerá em Belém, celebra dez anos do Acordo de Paris, assinado em 2015 por 195 países. O acordo tinha como objetivo limitar o aumento da temperatura global a 2ºC, com esforços para não ultrapassar 1,5ºC. No entanto, em 2024, a temperatura média global chegou a 1,55ºC, e as emissões de gases de efeito estufa continuam a crescer. O Brasil, como anfitrião da COP30, apresentou uma nova meta para reduzir suas emissões entre 59% e 67% até 2035, em comparação aos níveis de 2005. O plano climático, que está sendo elaborado desde 2023, inclui ações para mitigar e se adaptar às mudanças climáticas.
Natalie Unterstell, do Instituto Talanoa, destacou que, apesar dos avanços do Acordo de Paris, é preciso focar na redução da produção de combustíveis fósseis. A COP28, em 2023, foi a primeira a reconhecer a necessidade de substituir gradualmente a energia fóssil, mas a COP29 não avançou nesse tema. Os investimentos em energias renováveis e tecnologias de transição energética chegaram a US$ 2,1 trilhões em 2024, o dobro do que era em 2020. O Acordo de Paris continua a influenciar políticas e ações em diversos setores, mesmo diante dos desafios que persistem.
A COP30, que ocorrerá em Belém, marca uma década do Acordo de Paris, assinado em 2015 por 195 países. O tratado estabeleceu metas para limitar o aumento da temperatura média global a 2ºC, com esforços para restringi-lo a 1,5ºC. Apesar dos avanços, especialistas apontam que a execução das metas está aquém do necessário. Em 2024, a temperatura média global ultrapassou 1,5ºC, alcançando 1,55ºC, e as emissões de gases de efeito estufa continuam a crescer.
O Brasil, como anfitrião da COP30, apresentou uma nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), visando reduzir suas emissões entre 59% e 67% até 2035, em comparação aos níveis de 2005. O plano climático, em elaboração desde 2023, inclui sete planos setoriais para mitigação e 16 para adaptação climática. A diretora de clima, energia e finanças sustentáveis do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, Viviane Romeiro, destacou a articulação entre diferentes setores da sociedade em torno das metas climáticas.
Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, afirmou que, embora o Acordo de Paris tenha sido um avanço, é necessário abordar a expansão da produção de combustíveis fósseis. A COP28, realizada em 2023, foi a primeira a reconhecer a necessidade de substituir gradualmente a energia fóssil, mas a COP29 não avançou nesse aspecto. A expectativa recai sobre a COP30 para que haja progresso nesse sentido.
Os investimentos em energias renováveis e tecnologias de transição energética alcançaram US$ 2,1 trilhões em 2024, o dobro do volume de 2020. A participação ativa de empresas e governos subnacionais em iniciativas climáticas, como a campanha Race to Zero, demonstra uma mudança de postura em relação à ação climática. O Acordo de Paris, portanto, continua a influenciar políticas e ações em diversos setores, apesar dos desafios persistentes.
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