Um grupo de golpistas foi preso em Bilbao, na Espanha, por enganar 15 pessoas e arrecadar 150.000 euros, cerca de R$ 870 mil, com a venda de animais que não existiam. Eles usavam a internet para vender os pets, aproveitando a pressa dos compradores e o medo de que os animais fossem abandonados em alfândegas para exigir pagamentos extras. Em um caso, uma vítima pagou 60.000 euros, aproximadamente R$ 348 mil, por um gato que pode nunca ter existido. Os criminosos se comunicavam com as vítimas pelo WhatsApp, inventando desculpas para solicitar mais dinheiro, como taxas de transporte e vacinas. A polícia informou que esse tipo de golpe online representa 88% da cibercriminalidade e quase 17% de toda a criminalidade registrada em 2024. Eles recomendam que os compradores verifiquem os preços dos animais e desconfiem de ofertas muito baratas. Associações de criadores também alertam sobre a importância de checar o pedigree e o registro dos criadores antes de comprar. A adoção de animais é sugerida como uma alternativa para evitar esses golpes.
Golpe do bichinho: estelionatários lucram mais de R$ 150 mil com venda falsa de animais
Um grupo de golpistas foi detido em Bilbao, na Espanha, sob suspeita de aplicar golpes em 15 pessoas, totalizando 150.000 euros (aproximadamente R$ 870 mil). Os criminosos vendiam animais de estimação inexistentes pela internet.
Os fraudadores exploravam o desejo dos compradores de receberem seus pets rapidamente, ou o medo de que os animais fossem abandonados em alfândegas, para exigir pagamentos adicionais. Em um caso extremo, uma vítima pagou 60.000 euros (cerca de R$ 348 mil) por um gato que os investigadores acreditam que nunca existiu.
A polícia comparou o esquema com o golpe do amor, onde vítimas são enganadas por criminosos que simulam relacionamentos amorosos para obter dinheiro. A investigação revelou que os golpistas utilizavam páginas web e plataformas de compra e venda online para anunciar os animais.
As vítimas, espalhadas por toda a Espanha, eram contatadas por WhatsApp, onde os criminosos inventavam desculpas para justificar novos pagamentos, como taxas de voo, transportes especiais ou vacinas. Uma das vítimas chegou a perder a conta de quanto dinheiro havia transferido aos golpistas.
Os anúncios eram constantemente modificados ou substituídos por novos para evitar a detecção. Acredita-se que o grupo atuava há cerca de dois anos, com membros desempenhando diferentes funções, desde o contato com as vítimas até a gestão dos anúncios e o recebimento dos pagamentos.
A polícia alerta que golpes online representam 88% da cibercriminalidade e quase 17% de toda a criminalidade registrada em 2024. Recomenda-se que potenciais compradores verifiquem os preços médios dos animais, desconfiem de ofertas muito baratas e registrem todas as conversas com os vendedores.
Associações de criadores de animais também alertam para a importância de verificar o pedigree e o registro dos criadores antes de efetuar a compra. A adoção de animais é vista como uma alternativa para evitar a mercantilização e os riscos de golpes.
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