Ana Toni, que é a diretora-executiva da COP30, pediu à União Europeia que mantenha suas metas de redução de emissões de gases. A conferência da ONU acontecerá em novembro de 2025 em Belém, Brasil. Ela alertou que se a UE diminuir seu compromisso, isso pode afetar os esforços de países em desenvolvimento. Os 27 países da UE estão discutindo uma proposta para reduzir em 90% as emissões até 2040, em comparação com 1990. Toni disse que seria decepcionante se a UE recuasse, especialmente agora. Ela também mencionou que a Europa precisa liderar e que, se não o fizer, países como Índia e China podem diminuir suas próprias metas. Apesar da pressão que a UE enfrenta, Toni destacou que o Brasil também tem desafios em suas metas de emissão. Ela comentou que a UE poderia comprar créditos de carbono de outros lugares, mas que deveria focar na sua própria descarbonização. Toni ainda lamentou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, considerando isso uma grande perda, e ressaltou que a liderança climática deve ser um esforço conjunto, com a Europa desempenhando um papel importante.
Ana Toni, diretora-executiva da COP30, alertou a União Europeia (UE) sobre a necessidade de manter suas metas climáticas. A conferência sobre o clima da ONU ocorrerá em novembro de 2025 em Belém, Brasil. Toni enfatizou que a redução do compromisso europeu pode impactar as ambições de países em desenvolvimento.
Os 27 países-membros da UE estão em negociações sobre a proposta da Comissão Europeia de reduzir em 90% as emissões de gases de efeito estufa até 2040, em comparação com os níveis de 1990. Toni destacou que seria decepcionante um retrocesso nesse compromisso, especialmente em um contexto geopolítico atual.
A diretora-executiva afirmou que a UE deve dar o exemplo. Se não o fizer, países como Índia e China podem reduzir suas próprias ambições climáticas. Ela reconheceu a pressão política e orçamentária enfrentada pela UE, mas ressaltou que o Brasil também enfrenta desafios semelhantes em suas metas de redução de emissões.
Toni também comentou sobre a possibilidade de a UE optar por comprar créditos de carbono de fora, afirmando que a Europa deve priorizar sua descarbonização. O Brasil, segundo ela, está bem posicionado para vender créditos de carbono devido ao seu setor energético e iniciativas de reflorestamento.
Além disso, Toni lamentou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, considerando-a uma perda significativa. Ela destacou que a liderança climática deve ser coletiva, envolvendo países do Sul, e que a Europa pode desempenhar um papel importante nesse contexto.
Entre na conversa da comunidade