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Fazenda na Amazônia usa fraudes para driblar fiscalização e agravar desmatamento

Fazenda Terra Roxa é alvo de investigações por fraudes no Cadastro Ambiental Rural, revelando um esquema de desmatamento na Amazônia.

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A Fazenda Terra Roxa, na Amazônia, foi embargada pelo Ibama por desmatamento e problemas no Cadastro Ambiental Rural, que é autodeclaratório e suscetível a fraudes. A propriedade, maior que a cidade do Rio de Janeiro, teve áreas verdes transformadas em pastos e estradas, com queimadas detectadas por satélites. O Ibama aplicou multas de R$ 5 milhões, mas não conseguiu punir porque o terreno está registrado em nome de um laranja. Recentemente, a Polícia Federal descobriu que fazendeiros manipulavam o CAR para esconder desmatamento, inserindo dados falsos e criando registros duplicados. Um estudo revelou que 139,6 milhões de hectares têm sobreposição de propriedades. Desde 2014, apenas 3% dos registros foram validados, permitindo fraudes. A Polícia Federal investiga um fazendeiro que alterou registros para evitar a responsabilização por desmatamento de 2.710 hectares. Interceptações telefônicas mostraram planos para “limpar” áreas embargadas. A Justiça Federal do Pará invalidou cadastros irregulares na floresta nacional do Jamanxim, e o governo do Pará verificou mais de 195 mil cadastros desde 2019, com cerca de 22 mil suspensos. Mato Grosso planeja revisar todos os cadastros até dezembro de 2025. O delegado da Polícia Federal afirmou que, apesar das fraudes, o CAR é importante para combater crimes ambientais.

A Fazenda Terra Roxa, localizada na Amazônia, foi embargada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) devido a irregularidades no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e desmatamento. A propriedade, maior que a cidade do Rio de Janeiro, apresentou uma rápida conversão de áreas verdes em pastos e estradas, além de queimadas detectadas por imagens de satélite. O Ibama impôs multas que somam R$ 5 milhões, mas a punição não foi aplicada, pois o terreno está registrado em nome de um laranja.

Recentemente, uma operação da Polícia Federal revelou que fazendeiros manipulavam o CAR para ocultar desmatamento e evitar punições. Essa prática inclui a inserção de dados falsos e a criação de múltiplos registros de propriedades na mesma área. Um estudo do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) identificou 139,6 milhões de hectares com sobreposição de imóveis rurais, evidenciando um Brasil fictício no papel.

O CAR, criado em 2014, é um sistema autodeclaratório que permite que proprietários informem os limites de suas terras. Contudo, apenas 3% dos registros foram validados pelos estados, permitindo fraudes. Um estudo da ONG Center for Climate Crime Analysis (CCCA) apontou que mais de 9 mil imóveis mudaram de localização no CAR entre 2019 e 2024, com alguns sendo deslocados para dentro de rios.

A Polícia Federal investiga um fazendeiro acusado de manipular registros para evitar a responsabilização por desmatamento de 2.710 hectares. Interceptações telefônicas revelaram discussões sobre como “limpar” áreas embargadas no CAR. A defesa do fazendeiro atribui as irregularidades a uma empresa contratada para gerenciar os dados.

A Justiça Federal do Pará determinou a invalidação de cadastros irregulares sobre a floresta nacional do Jamanxim, resultado de grilagem de terras públicas. O governo do Pará informou que, desde 2019, mais de 195 mil cadastros foram verificados, com cerca de 22 mil suspensos ou cancelados. Mato Grosso planeja analisar todos os cadastros até dezembro de 2025.

O delegado da Polícia Federal, Alexandre Saraiva, destacou que, apesar das fraudes, o CAR é crucial para combater crimes ambientais. Ele afirmou que o cadastro é um ponto de partida para investigações sobre desmatamento e grilagem de terras.

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