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Pai é acusado de homicídio qualificado após confessar ter matado o filho em São Gabriel

Tiago Ricardo Felber, preso por confessar o assassinato do filho, agora enfrenta acusações de homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

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Tiago Ricardo Felber, que confessou ter matado seu filho Theo, de cinco anos, ao jogá-lo de uma ponte em São Gabriel (RS), agora é réu por tentativa de homicídio, homicídio qualificado e ameaça. A juíza aceitou a denúncia do Ministério Público, e ele tem 10 dias para responder por escrito. Tiago já havia esganado a criança um dia antes da morte, e a motivação do crime foi descrita como vingança contra a ex-mulher, com quem estava separado. A mãe da criança relatou que ele era possessivo e não aceitava o fim do relacionamento. Após a confissão, Tiago foi preso e transferido para outra unidade por questões de segurança, já que estava sendo hostilizado por outros presos. Sua defesa alegou que a prisão foi irregular e que ele foi agredido por policiais.

Tiago Ricardo Felber se tornou réu por tentativa de homicídio, homicídio qualificado e ameaça após confessar ter matado seu filho em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. O crime ocorreu em março, quando ele arremessou a criança de uma ponte. A denúncia do Ministério Público foi aceita pela juíza Liz Gratchen.

A acusação inclui cinco qualificadoras para a tentativa de homicídio, pois Tiago esganou a criança um dia antes de sua morte. A motivação do crime foi considerada torpe, e a juíza destacou que o pai traiu a confiança do menino e utilizou um recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena pode ser aumentada por se tratar de um crime contra um menor e por ser filho do autor.

Tiago estava separado da mãe da criança desde novembro do ano anterior e não aceitava o término do relacionamento. A mãe descreveu o ex-parceiro como possessivo. Segundo a investigação, ele confessou que o crime foi uma forma de vingança contra a ex-mulher, que teria iniciado novos relacionamentos.

Depoimentos indicam que Tiago tentou matar a criança na noite anterior ao crime, mas a vítima sobreviveu. O delegado Daniel Severo afirmou que a asfixia foi uma tentativa frustrada, levando Tiago a buscar outra forma de cometer o homicídio. A mãe da criança relatou que o menino passava alguns dias na casa do pai, mas não havia histórico de violência.

Após a confissão, Tiago foi preso e transferido para outra unidade prisional devido a hostilidades de outros detentos. Sua defesa alegou que a prisão foi irregular e que ele foi agredido por policiais. A defesa também questionou a validade da confissão, afirmando que Tiago foi ouvido sem a presença de um advogado.

Denúncias de violência contra crianças podem ser feitas pelo Disque 100 ou na delegacia mais próxima. A omissão em casos de violência pode resultar em penalidades, conforme a lei Henry Borel.

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