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Polícia Civil e Ministério Público desmantelam milícia em operação na Baixada Fluminense

Operação Clã Roncalli desmantela esquema de lavagem de dinheiro da milícia em Belford Roxo, movimentando R$ 8 milhões em um ano.

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A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro realizaram uma operação chamada Clã Roncalli para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A investigação revelou que a milícia local, liderada por um chefe, movimentou mais de R$ 8 milhões em um ano, usando empresas de fachada, como distribuidoras de gás e provedores de internet, para esconder a origem do dinheiro. Os envolvidos, incluindo ex-militares, tinham rendas declaradas muito baixas, mas realizavam transações financeiras de centenas de milhares de reais. O grupo utilizava táticas sofisticadas para disfarçar os valores ilícitos, como depósitos fracionados e o uso de laranjas, dificultando a identificação dos fluxos de dinheiro. Além disso, parte da receita das empresas era usada para financiar atividades criminosas.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram, na manhã desta quarta-feira, a Operação Clã Roncalli, visando desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro operado por uma milícia em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A ação é conduzida pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) e pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

As investigações revelaram que o esquema movimentou mais de R$ 8 milhões em um ano, com transações financeiras incompatíveis com as rendas declaradas pelos envolvidos. O líder da milícia, que atua nos bairros Babi e Sargento Roncalli, é apontado como o responsável pela estrutura criminosa. Ex-militares das Forças Armadas, que declaravam rendas entre R$ 1,6 mil e R$ 3 mil, realizaram operações bancárias que ultrapassaram centenas de milhares de reais.

Estrutura do Esquema

Os integrantes da milícia utilizavam distribuidoras de gás e empresas de internet como fachadas para inserir no mercado formal o dinheiro obtido por meio de extorsões, tráfico de drogas e homicídios. O grupo contava com a participação de parentes e laranjas, que ajudavam a ocultar a origem ilícita dos recursos.

A polícia identificou que parte da receita da venda de gás e serviços de internet na região era destinada ao financiamento das atividades criminosas. As táticas de lavagem de dinheiro incluíam a pulverização de valores em diversas contas e depósitos fracionados, dificultando a rastreabilidade dos fluxos financeiros.

A operação representa um passo significativo no combate à criminalidade organizada na região, evidenciando a complexidade e a sofisticação dos métodos utilizados pelas milícias para ocultar suas atividades ilícitas.

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