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Polícia Federal revela propinas e relações entre traficante e PMs do Rio de Janeiro

Relatório da PF revela troca de mensagens entre traficante e policiais do RJ sobre propinas e devolução de veículos roubados.

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Um relatório da Polícia Federal revelou que Phillip da Silva Gregório, conhecido como “Professor do Alemão”, está envolvido em um esquema de corrupção com policiais do Rio de Janeiro. As investigações mostram que ele trocou mensagens com PMs sobre o pagamento de propinas. Em uma conversa, um policial reclamou que o valor de R$ 1.200 era baixo e ameaçou retomar operações na comunidade se não houvesse um aumento. O traficante respondeu de forma ameaçadora, afirmando que estava há muito tempo no crime e que se não aceitassem o valor, não receberiam nada. Além disso, o relatório indica que “Professor” também recebeu pedidos para ajudar a devolver veículos roubados, incluindo um carro de um político. Ele é considerado um dos chefes do tráfico no Complexo do Alemão e tem ligações com o tráfico de armas na América do Sul. Desde 2018, ele está foragido após não retornar de uma saída temporária da prisão.

Um relatório da Polícia Federal (PF) revelou mensagens entre Phillip da Silva Gregório, conhecido como “Professor do Alemão”, e policiais do Rio de Janeiro, evidenciando corrupção na Polícia Militar (PM). O traficante, ligado ao Comando Vermelho, é investigado na Operação Dakovo, que apura o tráfico internacional de armas.

As conversas, analisadas pela PF, mostram o traficante negociando propinas com policiais. Em uma mensagem de fevereiro de 2022, um policial reclama do valor de R$ 1.200,00 e ameaça retomar operações na comunidade se o montante não aumentar. O “Professor” responde de forma ameaçadora, afirmando que está há muito tempo no crime e que, se não aceitassem o valor, não receberiam nada.

Relações com a PM

Além das negociações de propina, o relatório indica que o traficante também exigiu a retirada de uma viatura blindada da região. Em outra mensagem, um policial solicita a ajuda de “Professor” para devolver um veículo roubado, a pedido de uma coronel da PM. O carro pertenceria a um político influente, e o traficante confirma que a chave está dentro do veículo.

O “Professor”, de 37 anos, é apontado como chefe do tráfico no Complexo do Alemão e tem conexões com fornecedores de armas no Paraguai, Peru, Bolívia e Colômbia. Ele foi preso em março de 2015 e, após ser condenado a 14 anos, recebeu um benefício em 2018 e não retornou mais à prisão. Atualmente, há um mandado de prisão em aberto contra ele.

Operação Dakovo

A Operação Dakovo resultou na denúncia de 28 investigados, incluindo o “Professor”, por envolvimento em uma rede de tráfico de armas da Europa e Turquia para a América do Sul. As investigações apontam que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) adquiriram parte do armamento. A PF continua a investigar as relações entre o tráfico e a PM, que revelam um cenário preocupante de corrupção e conivência.

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