Um ataque a civis ocorreu na saída de uma boate em Damasco, na Síria, onde homens armados espancaram pessoas que deixavam o local. O incidente, que não deixou informações claras sobre vítimas, aconteceu logo após o fechamento de bares e restaurantes em áreas cristãs da cidade, por supostas violações administrativas, o que gerou críticas de ativistas. Testemunhas relataram disparos e pessoas fugindo. O clima de insegurança na capital se intensifica com bombardeios israelenses recentes, que já resultaram na morte de 119 pessoas, principalmente da minoria drusa. O enviado da ONU para a Síria condenou os ataques aéreos de Israel e pediu que cessem as violações à soberania síria. O governo sírio ainda não comentou o ataque na boate, que aumenta a instabilidade em Damasco, uma cidade que já enfrenta pressão política e social.
Um ataque a civis ocorreu na saída de uma boate em Damasco, capital da Síria, no início da manhã de 29 de abril. Um vídeo da agência AFP mostra homens armados agredindo pessoas que deixavam o local. Não há informações sobre vítimas ou a identidade dos agressores.
Testemunhas relataram disparos e a fuga de pessoas durante o ataque. O incidente se deu poucos dias após o fechamento de bares e restaurantes em áreas cristãs da cidade, alegadamente por violações administrativas, como o consumo de bebidas alcoólicas. Essa ação gerou críticas de ativistas, que veem uma tentativa de impor normas conservadoras e restringir a liberdade religiosa.
Tensão em Damasco
O ataque ocorre em um contexto de crescente tensão em Damasco, exacerbada por bombardeios israelenses. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos informou que, recentemente, ao menos 119 pessoas, principalmente da minoria drusa, morreram em confrontos. O enviado especial da ONU para a Síria, Geir Pedersen, condenou os ataques aéreos israelenses e pediu o fim das violações da soberania síria.
O governo sírio ainda não se manifestou sobre o ataque na boate. O episódio adiciona mais instabilidade a uma capital que, apesar de estar distante dos principais campos de batalha da guerra civil, enfrenta crescente pressão política, social e militar.
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